TV PCB Pará - Documentário sobre Raimundo Jinkings

sábado, 29 de maio de 2010

‘Israel tem armas nucleares e o mundo todo sabe há décadas’

Onde estão so EUA e a ONU para aprovar sanções contra Israel?
---

Toda nova informação sobre o suposto programa nuclear de Israel desperta enorme interesse, dada a ambiguidade que envolve o tema. Não foi diferente com a notícia, divulgada nesta semana, de que em 1975 o ministro da Defesa israelense, Shimon Peres (hoje presidente), teria oferecido armas nucleares ao regime do apartheid sul-africano.
A revelação está num livro que consumiu seis anos de pesquisa do historiador americano Sasha Polakow-Suransky e é considerada uma rara prova do arsenal atômico de Israel -que o país não nega nem admite ter.
Folha – Em que medida os documentos revelados em seu livro comprovam a oferta israelense? Peres negou tudo. Sasha Polakow-Suransky – Peres está sendo evasivo. Ele está certo quando diz que sua assinatura não aparece nas minutas das reuniões, mas ela aparece no documento que garante sigilo para a negociação sobre a venda de mísseis Jericó. Os documentos mostram acima de qualquer dúvida que o tema foi discutido em uma série de encontros em 1975. As frases usadas para descrever as ogivas são vagas, o que é comum nesse tipo de negociação. A confirmação de que o governo sul-africano viu a discussão como uma oferta nuclear explícita está num memorando do chefe do Estado-Maior, R. F. Armstrong, que detalha as vantagens do sistema de mísseis Jericó para a África do Sul, mas só se os mísseis tivessem ogivas nucleares. É a primeira vez que aparece um documento com a discussão sobre mísseis nucleares em termos concretos. O acordo nunca foi fechado, mas a discussão ocorreu, e o alto escalão sul-africano entendeu a proposta israelense como oferta nuclear.
Qual era o objetivo de Israel? Principalmente financeiro. Peres também estava buscandofinanciamentos conjuntos e precisava oferecer algo em troca à África do Sul. No encontro de 4 de junho, Peres sugeriu a Pieter Botha [então ministro da Defesa] que a África do Sul financiasse entre 10% e 5% de um projeto de um jato leve e 33% de um sistema balístico de cognome “Assaltante”. Israel tinha o know-how, e a África do Sul tinha dinheiro.
Há outras revelações sobre o elo entre Israel e o regime do apartheid em seu livro? Muitas. As principais são a continuação do projeto dos mísseis Jericó na África do Sul nos anos 80, quando especialistas israelenses ajudaram a construir projéteis de segunda geração para carregar ogivas nucleares; e a venda de “yellow cake” [concentrado de urânio] da África do Sul para Israel em 1961.
Os documentos revelados em seu livro são a evidência mais clara até hoje do arsenal nuclear israelense? Não. As fotos de Mordechai Vanunu [técnico nuclear israelense condenado por traição] em 1986 são muito mais definitivas. O significado dos documentos não é provar que Israel tem armas nucleares, o que o mundo todo sabe há décadas. A notícia aqui é que a possível transferência de tecnologia nuclear foi debatida no alto escalão.
FONTE/IMAGEM: Folha de São Paulo, via Resenha/UOL

Leia Mais…

domingo, 23 de maio de 2010

SAIBA O QUE É O CAPITALISMO


Atílio Borón*

O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato como dizia Marx, ?o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não fica evidente, perante os olhos de homens e mulheres do mundo? Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e arregimentam enormes fortunas graças a suas injustiças e iniqüidades. Há também outros (gurus, financistas, opinólogos, jornalistas especializados, acadêmicos bem pensantes e diversos representantes do pensamento único) que conhecem perfeitamente o que o sistema impõe em termos de custos sociais,  degradação humana e do meio ambiente, mas como estão muito bem remunerados procuram omitir essas questões em seus relatos. Eles sabem muito bem, que a ?batalha de idéias? que foi convocada por Fidel Castro é algo que pode ser perigoso para as ideologias que no intimo defendem e por isso não se empenham em denunciar as mazelas do capitalismo. 

Para contraditar a proliferação de versões idílicas sobre o capitalismo e de sua capacidade de promover o bem estar geral examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais das ONU. Eles são sumamente didáticos quando se lê,  principalmente em relação à crise atual ? indicando que a solução dos problemas do capitalismo se obtém com mais capitalismo; ou que o G20, o FMI, a OMC e o BIRD, arrependidos dos erros do passado ? irão efetivamente resolver os grandes  problemas que afetam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis e qualquer esperança de mudanças em seus comportamentos não é nada mais do que pura ilusão.  Seguem propondo o mesmo, somente que o discurso é diferente e adotando uma estratégia de ?relações públicas? desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tenha dúvidas que constate o que estão propondo para ?solucionar? a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e seguem aplicando na América Latina e África desde os anos oitenta do século passado.

Em continuação, podemos citar alguns dados com suas respectivas fontes recentemente sistematizados pelo Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza localizado na Universidade de Bergen, Noruega, que fez um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza elaborado desde mais de trinta anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e ?especialistas? variados.

População mundial: 6,8 bilhões de habitantes em 2009.

1,02 bilhão de pessoas são desnutridos crônicos (FAO,2009);

2 bilhões de pessoas não tem acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov);

884 milhões de pessoas não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF 2008);

925 milhões de pessoas são ?sem teto? ou residem em moradias precárias (ONU Habitat 2003);

1,6 bilhões de pessoas não tem acesso à energia elétrica (ONU Habitat, Urban Energy);

2,5 bilhões de pessoas não são beneficiados por sistemas de saneamento, drenagens ou privadas domiciliares 
(OMS/UNICEF 2008);

774 milhões de adultos são analfabetos ( www.uis.unesco.org );

18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores do que cinco anos de idade (OMS);

218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade, trabalham em condições de escravidão com tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados da ativa atuando em guerras e/ou conflitos civis, na prostituição infantil, como serventes, em trabalhos insalubres na agricultura, na construção civil ou industria têxtil (OIT: ?La eliminación Del trabajo infantil, un objetivo a nuestro alcance? 2006);

Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação no produto interno bruto mundial (PIB mundial) de 1,16% para 0,92%; enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram fortunas em seus bens pessoais passando a dispor de 64% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos;

Somente esses 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seriam suficientes para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando muitas vidas e reduzindo os sofrimentos dos mais pobres. Entendam bem: tal coisa somente seria obtida se houvesse possibilidade de redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos da população mundial, deixando ainda intactas suas exorbitantes fortunas. Mas nem isso passa a ser aceitável pelas classes dominantes do capitalismo mundial.

CONCLUSÃO

Não se pode combater a pobreza (nem erradicá-la) adotando-se medidas capitalistas. Isso porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra a riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e as desigualdades sócio-econômicas a nível mundial.
Depois de cinco séculos de existência é isto e somente isto que o capitalismo tem para oferecer ao mundo! Que esperamos então para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, esse será claramente socialista! Com o capitalismo, não haverá futuro para ninguém! Nem para os ricos, nem para os pobres! A sentença de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburg: ?socialismo ou barbárie? é hoje mais atual do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância, a usura. Mais cedo ou mais tarde provocará a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e a crise moral. Todavia estamos ainda em tempo para reverter esse quadro ? então vamos à luta! 

*Atilio Borón, doutor em Ciência Política pela Harvard University, é professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires, Argentina, e ex-secretário-executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO))

Tradução: Jacob David Blinder
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Leia Mais…

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E será que o PSDB fez diferente?

Para quem tem boa memória sabe que o PSDB (Almir e Jatene) em nada fizeram de diferente, apenas contavam com uma base parlamentar mais bem remunerada e uma justiça muda diante de relação promiscua com o governo do estado.

Leia Mais…

Relatório do AGE denúncia a roubalheira no Pará

Camaradas,

Com a maré de denúncias que estamos assistindo em nosso estado, trago-vos mais uma matéria publicada desta feita no jornal do sobracelhudo jader barbalho.
---
A divulgação dos relatórios da Auditoria Geral do Estado (AGE) revelou métodos de utilização do dinheiro público, nos contratos firmados pelo governo estadual, que soam como menosprezo à inteligência do mais comum dos cidadãos. O conteúdo de apenas um terço das caixas liberadas pela AGE- ainda faltam ser enviadas outras 90, segundo a deputada Simone Morgado- aponta irregularidades que alcançam R$ 900 milhões. Razão suficiente, na avaliação de políticos de vários partidos, inclusive petistas críticos do próprio governo, para instauração de um processo de impeachment da governadora Ana Júlia Carepa.

A farra de despesas sem licitação impressiona: durante todo o ano de 2008, o relatório da AGE identificou que 82,82% dessas despejas não foram submetidos às regras estabelecidas por lei. Somente 17,18% seguiram o caminho da legalidade. Na Secretaria de Educação (Seduc), parece não existir qualquer freio à vontade de cometer desvios com o dinheiro do contribuinte.
Há irregularidades para todos os gostos. Serviços pagos e não executados, superfaturamento, pagamento de produtos não entregues, além da aquisição de merenda escolar sem formalização de contrato. Até pagamento antecipado foi descoberto. Uma clara indicação de favorecimento a fornecedores da Seduc. Há caso de pagamento de aluguel e reforma de imóvel que sequer foi utilizado.
Os auditores também encontraram coisas como celebração de contrato após a data de realização do evento, direcionamento de marca com favorecimento a fornecedor. Pagamento de software gratuito e ausência licitação  na aquisição de serviços de transporte escolar. De quebra, superfaturamento em prestação de serviços de engenharia. Uma queixa dos auditores: a Seduc deixou de fornecer informações fundamentais para a realização da fiscalização, o que caracteriza restrição aos trabalhos de auditoria.
A falta de transparência dá a impressão de ser a marca da Seduc na contratação de obras. Segundo os auditores, nos processos de pagamentos as medições não são individualizadas, ou seja, não informam em que escolas os serviços foram realizados, tampouco se   foram de fato executados e a que período se referem. Um exemplo cristalino foram os serviços contratados junto à empresa M.A.Z Construções, no valor de R$ 20 milhões.
Os auditores não conseguiram fazer a verificação entre os pagamentos efetuados pela Seduc e as obras e serviços efetivamente realizadas pela M.A.Z Construções. Há apenas a informação de que seriam obras de manutenção e conservação das escolas Paes de Carvalho, Barão de Igarapé-Miri, Aldebaro Klautau, Pedro Marques, Mário B arbosa, Inácio Gabriel, Alcides Carneiro e Escola Superior de Educação Física.
Outro contrato sob suspeita, no valor de R$ 13,2 milhões, foi firmado pela Seduc com a Fundação de Amparo ao Desenvolvimento de Pesquisa (Fadesp). A Fundação recebeu R$ 10,9 milhões para “avaliar o cumprimento de cláusulas contratuais”, mas parece que a transparência desse contrato ficou em segundo plano.
Para começar, não houve licitação. E mais: houve ausência de atendimento das metas contratadas, empregados da própria Fadesp desenvolvendo atividades de servidor público no governo, pagamento de serviços em duplicidade,  contratação irregular de mão de obra ecobrança indevida de custos operacionais.
A empresa K. Barros e Cia. Ltda, também cliente da Seduc, foi beneficiada por contrato sem licitação no valor de R$ 7,9 milhões para fornecimento de kit educacional ao governo. Nesse caso, uma inusitada “errata”, publicada no Diário Oficial, alterou sem amparo legal um contrato com prazo de vigência de dois meses e meio para dois anos. E o que era o valor de R$ 825 mil pulou para R$ 7,92 milhões.
Autêntica aberração foi um contrato para aquisição, distribuição e controle de merenda escolar, no valor de R$ 9,1 milhões, firmado entre a Seduc e as empresas Distribuidora Brasil Ltda, Alibra e ATV. O governo pagou R$ 5,7 milhões, porém somente 39,21% foram executados. Os auditores constataram que a merenda foi paga, mas não entregue. Também houve fragilidade do planejamento na aquisição da merenda e pagamento antecipado a fornecedores.
O modelo de ilegalidades parece ter sido copiado também na Secretaria de Transportes (Setran), onde uma concorrência publica oficialmente revogada para firmar contrato de R$ 48 milhões com a Delta Construções S.A., durante o governo de Simão Jatene, foi ressuscitada no governo de Ana Júlia. A Delta é a mesma contratada para fazer o anel viário da Júlio César. A Setran não se importou com isso, preferindo pagar em um contrato irregular o que havia pago em outro contrato.
Na Ação Social do governo, não é diferente, de acordo com a apuração dos auditores da AGE. Cestas básicas distribuídas de forma irregular, contratos alterados sem a observação dos requisitos legais, pagamento de despesas em espécie, notas fiscais de empresas não localizadas. Por fim, endereços inexistentes de entidades conveniadas, desvio de finalidade na aplicação de recursos, e superfaturamento de preços e serviços.

Leia Mais…

Carta denúncia ao conselho nacional do ministério público

Camaradas,

Trago ao conhecimento de todos uma carta denúncia que foi enviada ao Conselho Nacional do Ministério Público. Tal carta traz uma série de irregularidades cometidas sob a "vista grossa" do Ministério Público Estadual, entretanto o que se pode notar é que apenas a superfície mais fina da grossa camada de falcatruas e desamados cometidos aqui em nosso estado foi denunciada, tal "memória seletiva" dá forte indício de que esta mesma carta serve a outros interesses menos públicos e mais particulares. Todo o trecho abaixo foi copiado do Blog do Barata, um dos melhores blogs de política de nosso estado.


---

Segue a transcrição, integral, da carta-denúncia remetida ao Conselho Nacional do Ministério Público, enviada ao blog por internauta anônimo.

“Prezado CNMP,

“Aproveitando a inspeção que haverá no Ministério Público do Estado do Pará, servimo-nos deste para listar uma série de irregularidades que ocorre dentro do órgão, a saber:

1. Há Promotores de Justiça de 2ª Entrância e até de 1ª Entrância atuando na capital, em detrimento de outros mais antigos ou merecedores, conforme relação abaixo:

Promotores de 2ª Entrância que atuam na Capital (3ª entrância):

“Alcyr Monteiro Cecim
“Aldo de Oliveira Brandão Saife
“Alexandre Manuel Lopes Rodrigues
“Aline Tavares Moreira
“Carlos Eugênio Rodrigues S. dos Santos
“Carlos Stilianidi Garcia
“Daniela Maria dos Santos Dias
“Darlene Rodrigues Moreira
“Elaine Carvalho Castelo Branco
“Fábia de Melo-Fournier
“Franklin Lobato Prado
“Helena Maria de Oliveira Muniz
“Ioná Silva de Sousa
“José Maria Costa Lima Junior
“Liliam Patrícia Duarte de Souza Gomes
“Luiz Márcio Teixeira Cypriano
“Manoel Victor Sereno Murrieta e Tavares
“Marcelo Batista Gonçalves
“Márcia beatriz Reis Souza
“Marco Aurélio Lima do Nascimento
“Mario Raul Vicente Brasil
“Pedro Paulo Bassalo Crispino
“Sandra Fernandes de Oliveira Gonçalves
“Valéria Porpino Nunes

Promotora de 1ª Entrância que atua na Capital:

“Elaine Cristina Pinto Moreira

2. O órgão possui quase 80 (oitenta) assessores e há fortes indícios de nepotismo cruzado. Vejam alguns casos:

Carmem Silva Oliveira Barbalho, parente do deputado federal Jader Barbalho, alvo de inúmeras denúncias (algumas devendo ser investigadas pelo MPE);
Celina Coelho Cativo, filha da Tereza Cativo (ex-secretária de Estado), assessora do TJE;
Debora Franco Amoras, esposa do Charles Alcântara, ex-chefe da Casa Civil;
Fernando Maroja Silveira, sobrinho do presidente do TRE;
Katia Jordy Figueiredo, irmã do deputado estadual Arnaldo Jordy Figueiredo. Fez concurso para o interior, antes de findo seu estágio probatório veio para a capital e alguns meses depois foi nomeada assessora. Acontece que o edital do concurso de 2004 não permitia relotações entre os polos;
Karla Maria Haber Tancredi, sobrinha do principal assessor da governadora (Ana Julia Carepa) em questões de terra e notório incentivador e mentor do MST, da FETAGRI e da FETRAF, instituições alvo de investigações do MPE;
Luciana Andrea Dantas Rodrigues, filha do professor Edilson Dantas, assessor do TJE;
Marcia Virginia Valle Rath, nora de Edson Franco e filha do ex-gerente do Unibanco Cornélio Rath;
Regeane Andreza Araújo de Brito Nobre, cunhada do desembargador Milton Nobre;
Sergio Hailton da Silva Duarte, primo do ex-PGJ Manoel Santino;
Vera Lucia Marques Tavares, ex-secretária de Segurança Pública e assessora de Planejamento Organizacional da PGJ. Está à disposição do deputado estadual Arnaldo Jordy.

“Alguns do assessores supracitados se encontram lotados na chamada câmara técnica, que notoriamente vem sendo utilizada como ‘cabide de emprego’, local de lotação de diversos casos de nepotismo cruzado e de favorecimentos políticos ilícitos.

3. Alguns seletos servidores do órgão recebem uma complementação salarial, embora não haja nenhuma justificativa legal para tal benefício;

4. Muitos servidores recebem, cumulativamente, Função Gratificada e Tempo Integral, apesar de tal acumulação ser ilegal.

5. Alguns servidores do órgão se encontram cedidos para outros estados e outros órgãos, com ônus para o MP, sem permuta.

“Precisamos que diante de tantas irregularidades este Conselho atue como fiscal daquele que deveria, supostamente, ser o “fiscal da lei”, conforme estatuído na Constituição Federal de 1988. O que temos atualmente no MPE do Pará é um completo desrespeito às leis e aos princípios basilares da administração pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, transparência).

“Esperamos que a inspeção que se aproxima coíba e reprima estas e outras práticas ilegais, com a punição dos culpados, tantos os que perpetraram os atos quanto os que tendo conhecimento das irregularidades e podendo saná-las não atuam de forma a eliminar as aberrações jurídicas. Que não vingue nesta fiscalização a atual desculpa da qual tanto se serve nosso presidente, a de “não sabia o que estava acontecendo” ou a outra campeã, também muito utilizada pelo Sr. Luiz Inácio, a de que “sempre foi assim no Brasil”.

“Sem mais para o momento.”

Leia Mais…

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O crescimento do PCB Paraense

O PCB aqui no Estado do Pará tem tido, nos últimos meses, adesões de lideranças populares o que fez com que tivessemos novas bases organizadas em municípios do interior como Parauapebas, onde o camarada Lúcio constroi o nosso partidão e onde outros camaradas tem procurado o PCB, como é o caso de Noberto e outros militantes. Além disso tivemos recentemente a importante adesão do Professor engenheiro agronômo Manoel Tourinho, Ex-reitor da Ufra.

Leia Mais…

Professor Manoel Tourinho agora milita no PCB

Tvemos ontem uma reunião muito boa com o Professor Engenheiro Agronômo e Ex-reitor da Universidade Rural da Amazônia  (UFRA), onde discutimos o PCB e suas diretrizes a luz da atual cirse capitalista mundial e seus reflexos e nosso estado. Estavam presentes pela partido os camaradas cláudio (mantenedor do blog) e camarada augusto (membro da direção estadual). Ao fim da conversas saudamos o mais novo militante do PCB Paraense, Prof. Manoel Tourinho. Seja Bem-vindo camarada!

Leia Mais…

O MISTERIOSO E VERGONHOSO ACORDO MILITAR BRASIL-ESTADOS UNIDOS


* Ivan Pinheiro
Como o PCB denunciou, Brasil e EUA assinaram um acordo militar que vinha sendo negociado desde o primeiro governo Lula, com o segundo governo Bush. O último acordo militar entre os dois países havia sido firmado em 1952, no clima da Guerra Fria, tendo sido revogado em 1977, por incrível que pareça, pela ditadura militar, no governo Geisel.
Como informamos uma semana antes, o acordo foi assinado em Washington, no próprio Pentágono, no dia 12 de abril, por Nelson Jobim, o todo poderoso Ministro da Defesa de Lula, e Robert Gates, Secretário de Defesa de Obama.
O sigilo das negociações, os termos difusos e genéricos em que o documento é habilmente redigido e, sobretudo, o precedente vergonhoso obrigam as forças antiimperialistas brasileiras a articularem um amplo movimento pela revogação do acordo, por parte do Presidente da República, que não pode continuar se escondendo atrás do seu Ministro da Defesa, como já fez várias vezes, inclusive quando postergou a criação da Comissão da Verdade e diluiu seus objetivos, inviabilizando a punição dos torturadores antes mesmo da decisão do STF na ação movida pela OAB.
Logo na introdução, as partes declaram que a principal razão do acordo é “o interesse comum na paz e segurança internacionais”, ou seja, o governo brasileiro se associa expressamente à política do imperialismo norte-americano, para o qual o conceito de paz e segurança internacionais – manipulado na cruzada contra o “narcoterrorismo” – significa seu direito unilateral de invadir e ocupar países, prender e torturar suspeitos, impor instalações militares por todo o mundo, desestabilizar e derrubar governos, promover o separatismo, a criminalização de autoridades, crenças, religiões e costumes dos povos e apoderar-se de suas das riquezas naturais.
O Brasil, ao dizer textualmente aos Estados Unidos que comunga os mesmos interesses “na paz e segurança internacionais”, dá a esse país imperialista um cheque em branco para continuar atuando como a polícia do mundo, por cima das instituições multilaterais!
Na América Latina, esta declaração soa como traição, um sinal verde para a manutenção da Quarta Frota, das sete bases na Colômbia, das dezenas de instalações em outros países da região, muitas delas em embaixadas e consulados estadunidenses. É um desrespeito aos demais países da América Latina e ainda mais aos da América do Sul, com os quais o Brasil criou, há menos de dois anos, um CONSELHO DE DEFESA, corretamente sem qualquer participação dos EUA, no pressuposto de que não se trata de um aliado, mas de um contumaz agressor dos países da região, há mais de um século. Lula sabe que, ao assinar um acordo militar com o inimigo número um de Cuba, Venezuela, Bolívia e outros países, seus governos não podem criticá-lo publicamente pois precisam de um certo respaldo do Brasil para não cair no isolamento.
Apesar de setores governistas especialistas em “tapar o sol com a peneira” declararem que o acordo não prevê instalações militares em território brasileiro o certo é que ele também não as proíbe.
“combate ao terrorismo e ao narcotráfico”, que justifica o acordo militar Brasil/Estados Unidos, tem sido um pretexto para satanizar e desestabilizar governos e organizações políticas e sociais de todo o mundo e para promover intervenções militares.
Da leitura do acordo, verifica-se que é impossível levar a efeito os objetivos anunciados, sem a existência de instalações militares norte-americanas no nosso território nacional. A tendência é que aqui se instale uma base de inteligência para espionagem, à semelhança das existentes no Paraguai, Peru, El Salvador e dezenas de países do mundo. Os EUA não precisam de soldados fardados e armados em todos os países, pois são deslocados para qualquer parte do mundo quase em tempo real. As instalações serão para os “sujeitos ocultos” do acordo: agentes da CIA, DEA, FBI, USAID e outros órgãos de inteligência das polícias e das Forças Armadas dos EUA.
Vejam os dois primeiros artigos do acordo assinado por Nelson Jobim, em nome de Lula, que está na íntegra no sítio eletrônico do Ministério da Defesa (www.defesa.gov.br):
Artigo 1 - Escopo
O presente Acordo, regido pelos princípios de igualdade, reciprocidade e interesse mútuo, em conformidade com as respectivas leis e regulamentos nacionais e as obrigações internacionais das Partes, tem como objetivo promover:

a) a cooperação entre as Partes em assuntos relativos à Defesa, particularmente nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, segurança tecnológica e aquisição de produtos e serviços de Defesa;
b) a troca de informações e experiências adquiridas no campo de operações e na utilização de equipamento militar de origem nacional e estrangeira, bem como as relacionadas a operações internacionais de manutenção de paz;
c) a troca de experiências na área de tecnologia de defesa;
d) a participação em treinamento e instrução militar combinados, exercícios militares conjuntos e o intercâmbio de informações relacionado a esses temas;
e) a colaboração em assuntos relacionados a sistemas e equipamentos militares; e
f) a cooperação em quaisquer outras áreas militares que possa ser de interesse mútuo das Partes.

Artigo 2 - Cooperação
A cooperação entre as Partes pode incluir:
a) visitas recíprocas de delegações de alto nível a entidades civis e militares;
b) conversações entre funcionários e reuniões técnicas;
c) reuniões entre as instituições de Defesa equivalentes;
d) intercâmbio de instrutores e pessoal de treinamento, assim como de estudantes de instituições militares;
e) participação em cursos teóricos e práticos de treinamento, orientações, seminários, conferências, mesas-redondas e simpósios organizados em entidades militares e civis com interesse na Defesa, de comum acordo entre as Partes;
f) visitas de navios militares;
g) eventos culturais e desportivos;
h) facilitação de iniciativas comerciais relacionadas à área de Defesa; e
i) implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de defesa, considerando a participação de entidades militares e civis estratégicas de cada Parte.
Quando da assinatura do acordo, Robert Gates declarou, com justificável orgulho: “Este acordo aprofundará a cooperação entre Estados Unidos e Brasil em todos os níveis e mostrará como efetivamente nós poderemos enfrentar desafios comuns na área de segurança, quando trabalhamos em parceria”.
Com o anúncio deste acordo militar veio à tona outro acordo, também entre Brasil e EUA, tratando basicamente do mesmo tema, mas na área de atuação da Polícia Federal brasileira. De nossa parte, esta descoberta se deu apenas em função da dissimulação de setores governistas que negavam o acordo militar dizendo que ele era meramente policial.
Desenvolve-se no Brasil, desde 2008, um outro acordo Brasil/EUA, denominado “MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE CONTROLE DE NARCÓTICOS E APLICAÇÃO DA LEI (*), ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”.
(*) – não foi possível descobrir sobre de que lei se trata e de que país. Veja o acordo em:http://www2.mre.gov.br/dai/b_eua_339.htm.
Através desse acordo, os EUA concedem ao Brasil o total de 5,44 milhões de dólares para treinamento da Polícia Federal brasileira em projetos que vão desde “Técnicas de vigilância e agentes disfarçados”, “Coleta, processamento e disseminação de dados e inteligência”, “Combate ao crime urbano” e, o mais grave, “Treinamento em ações Transfronteiriças”, ou seja, as partes se declaram no direito de invadir países limítrofes ao Brasil. Além do Brasil abrir mão de sua soberania ainda ameaça a de nossos vizinhos.
O curioso é que este acordo, embora se refira a ações da Polícia Federal brasileira, não é assinado pelo Ministro da Justiça à época, Tarso Genro, a quem estava afeta a instituição policial. O acordo, assimetricamente, é assinado pelo Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não com a então Secretária de Estado dos EUA, Condolezza Rice, mas com o embaixador norte-americano no Brasil na ocasião, Clifford Sobel. Todos os bens e serviços (leiam-se armas e equipamentos de espionagem) necessários ao cumprimento do acordo serão adquiridos nos EUA e de lá enviados, com total isenção de impostos e controles. Os agentes norte-americanos terão no Brasil passaporte de pessoal diplomático.
Na primeira semana deste mês, realizou-se no Rio de Janeiro uma Conferência Internacional Antidrogas. No encerramento, o Diretor Geral da Polícia Federal brasileira, Luiz Fernando Correa, e a Chefe da DEA (Agência de Combates às Drogas dos EUA, umbilicalmente ligada à CIA), Michelle Leonhart, deram uma entrevista à imprensa, em torno dos acordos a que chegaram as duas instituições. Houve tão grande coincidência de pontos de vista que os dois usaram literalmente a mesma frase, quando afirmaram que as fronteiras não podem ser usadas como barreiras para a ação dos órgãos de repressão. Anunciaram também a instalação de outros escritórios da DEA no Brasil, além dos que já funcionam em São Paulo e Brasília, em sintonia com a CIA e outros órgãos de inteligência dos EUA.
Na sequência, o atual Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou que ainda este ano serão instaladas onze bases da Polícia Federal/Força Nacional em todas as fronteiras com todos os nossos onze países vizinhos.
O vínculo entre drogas e terrorismo, tema de destaque na Conferência, tem sido vastamente usado pelo imperialismo, para satanizar governos, povos e resistências populares e para criminalizar os movimentos sociais e a pobreza. Recente matéria no jornal “Brasil de Fato”, sob o título “A farsa da guerra contra as drogas”, revela que a maioria dos assassinados pela repressão no México, onde este tipo de acordo está em vigor, não tem qualquer vínculo com o narcotráfico. Trata-se de um extermínio da população pobre.
Certamente, um dos novos escritórios do DEA/CIA no Brasil será instalado no Rio de Janeiro, para esconder e exterminar a pobreza, pensando nos turistas que virão às Olimpíadas e à Copa do Mundo, além de favorecer a especulação imobiliária, que está de olho grande na construção de condomínios fechados nos lindos morros com vista deslumbrante, hoje habitados por pobres. O grande pretexto é que nestes morros se localizam os pontos de varejistas revendedores de drogas para a classe média e a burguesia. Esses pontos de venda (“bocas de fumo”), disputados à bala por quadrilhas concorrentes, são abastecidos pelos verdadeiros traficantes de drogas e armas, poderosos e impunes, que vivem em endereços nobres e aparecem nas colunas sociais e até nos parlamentos, quando resolvem comprar mandatos eletivos para garantir impunidade.
Há várias especulações sobre esses acordos, para além da questão militar. É forte a hipótese de ser uma moeda de troca em razão da possível opção do governo brasileiro pela compra dos aviões-caça franceses, em detrimento dos equivalentes da Boeing. Segundo outras fontes, o acordo inclui a venda aos EUA de aviões Super Tucanos fabricados pela EMBRAER.
O Ministro Nelson Jobim está cada vez mais forte no governo Lula. No início deste ano, setores que sustentam o governo diziam que Jobim quis “dar um golpe” em Lula, vetando a criação da Comissão da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos. Tudo para insinuar que Lula é a favor da Comissão da Verdade e Jobim atrapalhou! Chegaram inclusive a ensaiar uma tímida campanha “Fora Jobim”, como se este não fosse nomeado e prestigiado por Lula. Ao contrário, Lula vem dando cada vez mais força ao seu Ministro da Defesa, tendo inclusive editado medida provisória criando mais de 200 (duzentos) cargos comissionados de nomeação exclusiva do Ministro da Defesa e outra outorgando a ele uma atribuição que sempre foi historicamente da Presidência da República, ou seja, plenos poderes para nomear com autonomia os comandantes das Forças Armadas.
Jobim tem viajado muito, para ir às compras no mercado de armas. Na Alemanha, comprou dezenas de tanques e os colocou na fronteira sul do Brasil com nossos hermanos bolivianos, argentinos e paraguaios. Em Israel, comprou aviões não tripulados, para espionagem e inteligência contra grupos insurgentes e o crime organizado. Da Rússia, acabam de chegar os primeiros “tanques voadores” MI-35, comprados para a FAB. É bom lembrar que, por proposta de Jobim, Lula, em 2009, autorizou expressamente a FAB a exercer nas fronteiras brasileiras o poder de polícia. Os A-H2, como foram rebatizados os MI-35 no Brasil, são tanques aéreos para operações antiguerrilha e contra alvos móveis em terra. Estão sendo instalados estrategicamente nas fronteiras na Amazônia, ou seja, com o Peru, o Equador, a Venezuela e a Colômbia. Para esta, Jobim vende armas brasileiras, incluindo munição e Super Tucanos, e firmou acordos para auxiliar o governo de direita a monitorar grupos insurgentes (leia-se FARC), inclusive com a colaboração do Sivam, sistema de radar que opera na região amazônica.
Como se vê, trata-se de um reaparelhamento das Forças Armadas voltado mais para o Brasil atuar como país imperialista do que para nos proteger do imperialismo.
Aliás, Jobim teve uma outra grande vitória este mês. A apuração dos crimes dos torturadores praticamente morreu, junto com o STF. Os enterros se deram no mesmo dia. As impressões digitais do governo apareceram na pomposa sala do “supremo tribunal”. Com base em pareceres da Advocacia Geral da União e do Procurador Geral da República e relatório e votos dos Ministros mais ligados a Lula, a “suprema corte” absolveu os torturadores que, daqui a pouco, estarão pedindo indenizações iguais às daqueles que foram torturados por eles!
Estes acordos militares Brasil/EUA põem por terra os argumentos de que a política externa brasileira é progressista. Alguns chegam a ponto de a qualificar antiimperialista. Na verdade, a política externa brasileira é a política do Estado burguês brasileiro, que tem como objetivo principal fazer do Brasil uma potência capitalista em âmbito mundial, como parte, ainda que subalterna, do sistema imperialista. Em cada episódio na arena internacional, o Brasil adota uma posição ditada pelo pragmatismo de abrir mercado para as já chamadas “multinacionais brasileiras”. Muitas vezes, inclusive, a ação do governo brasileiro coincide com a postura mais progressista, como é o caso de Cuba, Venezuela, Bolívia e Irã, países cujos mercados interessam à burguesia brasileira. Em outros casos, também em nome dos negócios, o Brasil patrocina a entrada de Israel no MERCOSUL, comanda as tropas da ONU que respaldaram um golpe no Haiti, faz vista grossa às bases norte-americanas na Colômbia e agora assina acordos militares com os maiores inimigos de todos os povos.
O fato de um governo mais à direita vir a exercer a mesma política externa do Itamaraty, no sentido de fazer do Brasil uma potência capitalista, mas com decisões mais conservadoras e mais alinhadas aos EUA, não confere à política externa atual qualquer caráter antiimperialista, muito menos anticapitalista. Para aqueles que apóiam Lula e se proclamam de esquerda seria mais honesto afirmar que a política externa atual é “menos ruim” do que a que seria praticada pela direita. Isto, pelo menos, os estimularia a pensar em alternativas à esquerda, para não ficar eternamente evitando o “mal maior”.
Até durante a ditadura, a política externa brasileira tinha uma certa autonomia (nunca antagônica, como até hoje) em relação aos interesses do imperialismo. Os ideólogos do Itamaraty, à época, chamavam a nossa política externa de “pragmatismo responsável”, chegando à ousadia de revogar um acordo militar com os EUA, em 1977. Não por qualquer verniz antiimperialista, mas porque Geisel negociava um acordo nuclear com a Alemanha e os EUA já vinham dando sinais de que não precisavam mais das ditaduras militares na América Latina, iniciando a transição para uma outra forma mais suave e sutil de ditadura da classe burguesa, o “estado democrático de direito”. Até porque, com a Operação Condor, já haviam fragilizado as forças revolucionárias do continente, com o assassinato de milhares de quadros em todos os países, principalmente no Cone Sul.
Nelson Jobim é muito mais que um Ministro do Governo Lula: ele é um dos principais quadros da burguesia brasileira. Foi Presidente da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal. Não se envolverá nesta campanha eleitoral. Em 2011, continuará no Ministério da Defesa ou em outro posto estratégico do governo, com Dilma ou com Serra. Assim como Henrique Meirelles, Presidente do Banco Central (ex-Presidente do Banco de Boston), que ganhou de Lula status de Ministro. Continuará no comando da política econômica, com os Mantegas da vida.
Jobim e Meirelles estavam na reunião em que Lula apresentou aos antigos os novos ministros, após a saída da maioria daqueles, para disputar as eleições de 2010. Na sua despedida aos que ficaram ministros (a maioria esquentando a cadeira para a volta dos titulares), Jobim e Meirelles, dos poucos que ficaram a pedido de Lula, ouviram da colega Dilma na hora de sua despedida: “Até breve!”.
* Ivan Pinheiro é Secretário Geral do PCB

Leia Mais…

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bolsa operadoras: Lula dá telebrás aos empresários das teles

Lula dá infraestrutura da Telebrás para as operadoras privadas, a bolsa operadoras vai beneficiar OI, Tim, Vivo, etc.


Trecho:



Sem encontrar um gestor privado que cumprisse as exigências do Governo, o presidente Lula optou por entregar a gestão da rede à Telebrás. A empresa pública, no entanto, não levará internet banda larga até a casa dos consumidores, exceto em regiões onde não existem empresas privadas, como no interior da Amazônia e pequenos municípios do Nordeste e Centro-Oeste.

Nas cidades onde existirem investimento privados, a Telebrás cederá sua rede para as teles privatizadas, que deverão realizar o chamado “serviço de última milha”, ou seja, ligar a rede da Telebrás até a casa do usuário final e operar serviços de manutenção e cobrança.

Leia mais em: Telebrás

Leia Mais…

Partido comunista Grego lidera luta contra a crise capitalista na Europa

O KKE, com um acto simbólico, mandou aos povos da Europa uma mensagem de resistência e de contra-ataque contra as medidas anti-laborais tomadas na Grécia e noutros países sob o pretexto da crise capitalista.

Na madrugada do 04 de Maio dezenas de membros KKE fizeram uma ocupação simbólica da Acrópole. Com bandeiras vermelhas e duas faixas grandes escrevendo "Povos da Europa - Levantem-se", em grego e em inglês, eles chamaram ao fortalecimento da luta de classes. O acto se realizou poucas horas após as manifestações maciças de primeiro de Maio organizadas pela Frente Todos os trabalhadores militantes (PAME) em 75 cidades por todo o país e na véspera da greve geral do 5 de Maio contra as medidas anti-laborais promovidas pelo governo social-democrata de PASOK, a União Europeia e o FMI. Ao mesmo tempo, hoje dia 4 de Maio, os funcionários públicos ficaram de greve.


http://picasaweb.google.com/cpg.kke/04052010MessageOfCounterattackFromTheAcropolisRock

Leia Mais…

sábado, 1 de maio de 2010

Primeiro de Maio: Contra a Crise do Capital, é a hora da luta pelo Socialismo


Nesse 1º de Maio de 2010, dia internacional de luta, o Partido Comunista Brasileiro saúda todos os trabalhadores. Trata-se de um 1º de Maio especial, pois ocorre após a grave crise que atingiu a economia capitalista em todo o mundo. Os governos e Estados capitalistas reagiram ajudando com enormes somas de dinheiro público, grandes empresas financeiras e industriais. Os trabalhadores, por seu lado, amargaram o desemprego e o aumento da miséria. Dados do próprio FMI indicam que 53 milhões de crianças em todo o mundo poderão morrer por causa dos efeitos da crise.
Enquanto os Estados capitalistas em todo o mundo agiram para salvar os lucros das grandes empresas, os trabalhadores se debateram com o desemprego. Quem ficou na produção e não foi degolado pelo facão das demissões em massa, sente na pele o aumento da exploração, pois as empresas tentam recuperar os níveis de produtividade com um número menor de trabalhadores.
No Brasil o governo Lula não agiu diferente. Concedeu empréstimos a grandes empresas e diminuiu imposto como o IPI para desovar os estoques que estavam encalhados por causa da superprodução. Porém, a crise só foi atenuada para a burguesia. Para os trabalhadores e aposentados nenhuma medida significativa foi tomada. O aumento do consumo se baseia no endividamento privado, em que o crédito consignado garante aos bancos o desconto direto nos salários, sem qualquer risco de inadimplência.
No governo Lula, as frações mais financeirizadas do capital, determinam uma política juros altos que beneficia os detentores dos títulos da dívida pública. A prioridade do governo Lula no que tange aos gastos do governo é o de remunerar os títulos públicos, que consome cerca de 1/3 do orçamento, enquanto políticas públicas como saúde, educação e habitação ficam a mingua. O mesmo vale para as aposentadorias e pensões, com reajustes menores para quem ganha mais de um salário mínimo. Essa política de cortar gastos nas áreas sociais para favorecer os detentores dos títulos públicos, está por trás das recentes tragédias que mataram centenas de trabalhadores no Rio de Janeiro e São Paulo, por causa das enchentes e deslizamentos de terra. Sem uma política habitacional de Estado, com o governo Lula jogando o atendimento dessa demanda para atender os interesses do mercado imobiliário, os setores mais pobres da classe trabalhadora são obrigados a morar em áreas consideradas de risco. Tanto os governo de Serra (PSDB) e Kassab (DEM) em São Paulo, como os governos de Eduardo Paes e Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, ambos do PMDB, assim como outros pelo Brasil à fora, cortaram as verbas públicas que poderiam evitar tais tragédias.
Enquanto a propaganda oficial mostra um país que vai às mil maravilhas, a verdade é que as massas trabalhadoras vivem dias de incerteza e insegurança. Nas grandes cidades brasileiras, além de viverem em condições de vida indignas, sem acesso a políticas públicas que universalizem o acesso à educação e a saúde de qualidade, por exemplo, a juventude negra e pobre é vítima da violência do narcotráfico e da polícia. No campo crescem as denúncias de trabalhadores vivendo em condições análogas à da escravidão. A concentração de renda no meio rural brasileiro é a segunda maior do mundo, perdendo apenas para a Namíbia, pequeno país africano. Como o governo Lula acomodou os interesses do grande capital exportador no bloco conservador, o incentivo ao agronegócio amplia a concentração de terra e se torna a causa direta pela não realização da Reforma Agrária no Brasil.
Para o PCB, a saída para essa situação passa pela retomada da organização e das lutas dos trabalhadores brasileiros. Uma luta que em nossa opinião não passa pelo apoio a um novo ciclo de desenvolvimento capitalista. Os problemas mais sentidos pelas massas trabalhadoras no Brasil não é resultado de um baixo desenvolvimento do capitalismo, mas, ao contrário, pelo alto grau de desenvolvimento do capitalismo em nosso país. Nesse sentido, o PCB entende que a retomada das lutas dos trabalhadores brasileiros, passa pela formação de uma frente Anti-Capitalista e Anti-Imperialista, capaz não só de dirigir as lutas, mas também, de construir um movimento contra-hegemônico que dispute a consciência dos trabalhadores para a luta pelo socialismo.
No plano sindical, o PCB luta pelo fortalecimento da Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), como espaço capaz de aglutinar o sindicalismo classista e combativo e que realizará em 13, 14 e 15 de novembro seu Encontro Nacional.
Por fim, pelo caráter internacionalista do 1º de Maio, o PCB se solidariza com a luta dos povos em todo o mundo contra o imperialismo e o capitalismo. Declaramos nosso irrestrito apoio à Revolução Cubana e às suas conquistas. Declaramos também nosso apoio ao povo do Haiti, exigindo a retirada de todas as tropas estrangeiras do país, incluindo as do Brasil.
Rio de Janeiro, 1º de Maio de 2010.
Comissão Política Nacional do PCB

Leia Mais…

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PCB lança candidato a presidência da república.


A candidatura do Partido Comunista Brasileiro à Presidência da República não é para fazer barganha política com os outros partidos. É uma candidatura na perspectiva da construção de uma frente anti-capitalista e anti-imperialista permanente, na luta pelo socialismo.
Essa foi a tônica do discurso de Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, no lançamento da sua pré-candidatura a presidente. Na ocasião também foi apresentado o livro com as resoluções do XIV Congresso do Partido, realizado em outubro do ano passado.
imagemCrédito: PCB
O auditório da Associação Brasileira de Imprensa, no qual ocorreu o evento, ficou pequeno para os militantes e amigos do Partido que compareceram à cerimônia. Em seu início, os membros da direção do PCB fizeram uma exposição da posição política que norteia as resoluções do XIV Congresso. Estavam na mesa, além de Ivan Pinheiro, Mauro Iasi, Eduardo Serra, José Paulo Neto e Ricardo Costa.
O secretário-geral fez uma avaliação da eleição de 2006 na qual o PCB participou em coligação com o PSOL e o PSTU. Segundo ele, naquela campanha não houve uma verdadeira composição programática entre os partidos, mas sim uma mera coligação eleitoral, o que contraria a política dos comunistas.
imagemCrédito: PCB
Ivan ressaltou a importância da candidatura própria à Presidência. Ele afirmou que a candidatura não fará concessões, mas que pretende mostrar a cara do Partido e explicar à população que existe uma alternativa ao capitalismo, que é o socialismo.
Ao comentar a presença do camarada José Paulo Neto, que voltou ao PCB após 18 anos sem militância partidária, Ivan disse que “o Partido nunca saiu de dentro dele”, ao fazer referência ao afastamento de José Paulo, por conta dos problemas, desvios e divisões que marcaram o PCB nos anos 80 e início dos 90.
Destacou ainda que não existe diferença entre os dois mais fortes candidatos eleitoralmente a presidente, mas sim uma disputa para definir qual será o melhor representante para administrar o capitalismo em nosso país.
Ivan Pinheiro conclamou os militantes e amigos do Partido a fazerem dessa campanha um forte instrumento de denúncia do capitalismo e da construção de um bloco revolucionário do proletariado, rumo ao socialismo.


A TRAJETÓRIA DE IVAN PINHEIRO:
Ivan Pinheiro, advogado, 64 anos, (Rio de Janeiro, 18 de março de 1946), pai de cinco filhas, é o Secretário Geral do PCB - Partido Comunista Brasileiro.
Iniciou sua atividade política ainda na adolescência, no Colégio Pedro II, onde estudou entre 1957 e 1963; foi diretor do Grêmio Estudantil. Participou ativamente do movimento secundarista.
Em 1965, ingressou na ainda Universidade do Estado da Guanabara - UEG (atual Uerj), onde estudou Direito. Nessa época, integrou-se ao Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8). Durante o curso, foi diretor do Centro Acadêmico Luiz Carpenter (CALC). Dada a sua trajetória como liderança estudantil, atualmente a sede do Centro Acadêmico chama-se "Sala Ivan Pinheiro".
Após a derrota da luta armada no combate ao regime militar, Ivan passou a considerar importante a participação no movimento de massas. Após desligar-se do MR-8, fez contato com o Partido Comunista Brasileiro na clandestinidade. Ingressou no PCB em 1976 e dele jamais se afastou.
A partir de 1976, passou a atuar no seu local de trabalho: o Banco do Brasil. Com a convocação das eleições do Sindicato dos Bancários, em 1978, pelos interventores do Ministério do Trabalho, candidatou-se à presidência do sindicato, por decisão do PCB. O pleito durou um ano e dez meses, em função de manobras do Ministério do Trabalho. A vitória final, através de uma votação esmagadora, consagrou Ivan Pinheiro como um dos principais líderes sindicais do país. Sob seu comando, o Sindicato dos Bancários se tornou, na prática, o principal centro de resistência à ditadura no Rio de Janeiro.
Sua trajetória como expoente do PCB teve início em 1982, quando foi realizado o VII Congresso Nacional do Partido. Neste evento, Ivan e os demais participantes foram presos, após invasão do local da reunião pela Polícia Federal. Com esta prisão, foi enquadrado no último processo com base na famigerada “Lei de Segurança Nacional”. No Congresso, que ocorreu depois, na clandestinidade, Ivan foi eleito para o Comitê Central, sendo então seu mais jovem integrante. É hoje o mais antigo membro da Comissão Política do Comitê Central, de que participa há 28 anos ininterruptos.
Em 1986, sua candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro (lançada por uma Conferência Regional do PCB-RJ) foi retirada pelo Comitê Central, em favor do apoio ao candidato do PMDB, Moreira Franco. Ivan submeteu-se à decisão, de que discordava, e aceitou concorrer a deputado federal constituinte, em uma chapa própria do PCB. Apesar da boa votação obtida, não foi alcançado o coeficiente eleitoral.
No ano seguinte, liderou a esmagadora maioria dos sindicalistas do PCB na Conferência Sindical Nacional do Partido, impondo à sua direção a opção pela CUT, em detrimento da CGT. Desde 1981, Ivan divergia da maioria do Comitê Central, lutando contra o atrelamento do Partido ao PMDB e a conciliação de classe.
No início da década de 1990, com o colapso do socialismo na URSS e no Leste Europeu, uma grave crise emergiu no Partidão, resultando numa grande cisão, em janeiro de 1992, quando foi criado o PPS. Ivan Pinheiro assumiu, juntamente com Horácio Macedo e Zuleide Faria de Melo, a liderança do grupo que manteve-se fiel aos ideais estabelecidos na fundação do PCB, em 1922.
Em 1996, Ivan Pinheiro foi candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, tendo como lema "Uma Revolução no Rio". Apesar do fraco desempenho nas urnas, a campanha foi um marco importante para a reconstrução do PCB.
No XIII Congresso do PCB, em março de 2005, em Belo Horizonte, Ivan foi eleito Secretário Geral do Partido. Este congresso marcou a ruptura do PCB com o governo Lula e apontou um novo rumo para a estratégia partidária.
No XIV Congresso do PCB, em outubro de 2010, no Rio de Janeiro, Ivan Pinheiro foi reeleito para o Comitê Central do PCB, que o reconduziu à Secretaria Geral.

Leia Mais…

sábado, 24 de abril de 2010

Linux comunista! Conheça o Estrella Roja

Olá camaradas.
Essa dica é para aqueles camaradas que estão querendo sair do mundo capitalista dos sistemas operacionais (WINDOWS/ MAC) e entrar para a revolução do Software Livre e que não abrem mão de uma postura política revolucionária. Venha conhecer e usar o Estrella Roja ou Red Star (Estrela Vermelha)
Site: http://www.estrellaroja.info

Leia Mais…

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Nosso blog pela web

Olá camaradas.
É com orgulho que vemos nossos artigo sendo publicado em sites de notícias pela web. Agradecemos ao pessoal do Diário Liberdade por publicar nossa matéria sobre o software livre.
Podem ler diretamente lá

Diário Liberdade

Abraços

Leia Mais…

domingo, 11 de abril de 2010

Jornada de Lutas do MST


Camaradas,
Abaixo reproduzimos a nota do MST sobre a Jornada de Lutas em defesa de reforma agrária e por justiça no campo.

---

Prezada/os Companheiras e Companheiros,

Já faz 14 anos que policiais militares cometeram um dos maiores massacre de trabalhadores da história do Brasil. Em 17 de abril de 1996, a mando do governo do Estado - na época Almir Gabriel - foram brutalmente assassinados 19 trabalhadores rurais sem terra, deixando centena de feridos e 69 mutilados.

Até hoje, o caso permanece impune. Dos 144 acusados julgados, apenas 02 foram condenados, o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, mais ambos aguardam em liberdade, a análise de recurso a sentença.

A violência gera impunidade. Essa é uma das táticas da burguesia agrária para tentar nos derrotar. Eles pensam que assassinando nossos militantes e dirigentes iremos parar de lutar. Estão enganados, pois a cada ataque burguês, fortalecemos nossa luta, com mais mobilização, formação e ocupação de terras e seguimos construindo no dia-a-dia a vida e dignidade de milhares de trabalhadores e trabalhadoras no campo. 

É por isso que no mês de Abril, a classe trabalhadora se levanta e se põe em luta. Neste ano, no Estado do Pará realizaremos a JORNADA DE LUTA POR REFORMA AGRÁRIA E JUSTIÇA SOCIAL com duas ações: acampamento pedagógico da juventude na curva do “S” entre os dias 10 e 17 e acampamento na praça Mártires de Abril em Belém de 16 a 20.

Essa jornada é uma ação construída coletivamente pelos diversos movimentos e organizações sociais existentes no estado e também estarão acampados os trabalhadores do Movimento dos Ribeirinhos das Ilhas e Várzeas de Abaetetuba – MORIVA e MSTU.

Neste sentido, convidamos você a somar conosco nesta luta. No dia 14 de abril (quarta-feira) às 17 horas, contamos com sua presença, na última reunião de preparação da Jornada. A reunião acontecerá no auditório da SDDH situado na Av. José Malcher entre 14 de Março e Generalíssimo Deodoro. Segue em anexo, programação geral com as demais atividades previstas.

Mais uma vez, contamos com você nesta luta!!

Belém, 09 de abril de 2010.


Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

Leia Mais…

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Nota do movimento popular sobre a tragédia em Niteroi

Enquanto a mídia tenta criminalizar os moradores das favelas pela tragédia no Rio, o movimento popular começar se organizar e mostrar que o descaso e o abandono do poder público são as causas PRINCIPAIS desse desastre.


---
Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público. A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria sorte.

Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo desordenado e submete toda a população à sua ganância.

Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito Jorge Roberto Silveira, o secretário de obras Mocarzel, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa. Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade.

Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua história em situações como a que vivemos agora.

Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades públicas.

Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e seres humanos.

Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói
Associação de Moradores do Morro do Estado
Associação de Moradores do Morro da Chácara
SINDSPREV/RJ
SEPE – Niterói
SINTUFF
DCE-UFF
Mandato do vereador Renatinho (PSOL)
Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)
Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK)
Movimento Direito pra Quem
Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares


Leia Mais…

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Confirmado! Camarada Ivan Pinheiro pré-candidato a Presidente

Notícia excelente! dia 12 de abril será lançada nossa pré-candidatura a presidência da república e o camarada escolhido para essa tarefa foi Ivan Pinheiro. Leia mais em www.pcb.org.br

Leia Mais…

Heróis do PCB: Raimundo Jinkings


Olá camaradas.
Agora veremos a história do maior livreiro do norte do Brasil e um grande dirigente do nosso PCB. Dirigiu o PCB no Pará durante todo o conturbado período do ocaso da ditadura militar e também durante nosso luta contra o PPS.
Texto extraído da Wikipédia.
Biografia
Nascido entre os trabalhadores rurais, no pequeno povoado de Turimirim, distrito do município de Santa HelenaMaranhãoBrasil, Raimundo Jinkings teve uma infância pobre. Desde cedo aprendeu os diversos ofícios que lhe garantiriam a sobrevivência enquanto aprendia, com o pai, as primeiras letras. Mal entrava na adolescência quando, na sua avidez de saber, em meio aos pertences de seu pai, descobriu e leu o livro do filósofo alemão Schopenhauer “As dores do mundo”, que lhe fez compreender que as lutas dos outros povos do mundo são as mesmas lutas do nosso povo. E que a história do mundo é resultado da eterna luta entre opressores e oprimidos. Acreditava que a transformação do sonho da justiça social em realidade seria possível com esforço coletivo e organizado.
Muito jovem ainda, trabalhando como jornalista e bancário, Jinkings dedicou-se às lutas de resistência dos trabalhadores contra a exploração capitalista e por sua emancipação econômica e política. Assumiu o comando do movimento sindical no Pará, liderando o CGT-Comando Geral dos Trabalhadores, cuja luta pelas reformas de base, urbana e agrária, organizou e fortaleceu o movimento dos trabalhadores do campo e da cidade. Integrava, ainda, os quadros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) quando foi deflagrado o golpe militar de1964, que objetivou impedir a transição de uma democracia limitada para uma democracia com ampla participação popular no país.
Como muitos brasileiros que resistiram à ditadura militar, pelas reformas sociais, por democracia e liberdade, Jinkings foi preso, teve seus direitos políticos cassados e foi sumariamente afastado de seu emprego em um banco estatal, pelo Ato Institucional Número Cinco, de 13 de dezembro de 1968, que intensificava o processo repressivo instaurado com a ditadura militar.
Quando saiu da prisão foi nos livros que buscou uma alternativa de sobrevivência. Leitor voraz, havia reunido em sua casa um rico acervo de livros, que comprava pelo reembolso postal, numa época na qual Belém carecia de livrarias. Foi esse contato próximo com editoras do sul do país que deu origem à Livraria Jinkings[1], ainda hoje um marco na vida cultural paraense.
Na condição de livreiro, Jinkings exerceu importante atividade formativa e política, preservando seu espírito combativo mesmo diante de um Estado autoritário, que visava impedir a qualquer custo o pensamento emancipador. A Livraria fundada por ele converteu-se em um ponto de encontro de estudantes, professores, artistas e intelectuais em geral que buscavam ali não somente uma literatura crítica mas também um espaço de discussão e reflexão sobre os rumos do país.

[editar]
Primeiros tempos

Raimundo Antônio da Costa Jinkings, o terceiro filho de Raimundo Jinkings e Francisca Leite jinkings, nasceu no dia 05 de setembro de 1927, em Turimirim, pequeno distrito de Santa Helena, região banhada pelo rio Turiaçu, no estado do Maranhão. Alfabetizou-se em uma pequena escola no município de São Francisco, para onde seus pais se mudaram, e continuou a estudar com o pai, em casa. Com apenas 8 anos perdeu a mãe, que morreu de parto deixando 8 filhos. A morte da mãe o marcou para o resto da vida.
Desde cedo aprendeu os diversos ofícios que lhe garantiriam a sobrevivência. Ajudava o pai, seja como boiadeiro, tangendo o gado (algumas poucas cabeças de gado bovino) e cuidando do rebanho de cabras – foi criado tomando leite e comendo queijo de cabra –, seja fazendo viagens a cavalo para o município limítrofe Pinheiros transportando mercadorias para a mercearia de seu pai, o “seu Dico”. Nas horas de folga brincava com ossos de bezerro, com os quais formava boiadas, além de outros brinquedos também improvisados. Aprendeu a caçar fazendo arapucas e pegando alguns animais que levava para comer com a família. Houve época também em que quebrou muito coco babaçu, que era comercializado pela família. Aos 12 ou 13 anos, juntamente com o irmão mais velho Hércules, foi para Pinheiros, para a casa das tias Zirza e Cora, ambas professoras, que o adotaram como filho e acompanharam seus estudos. Era chamado de “Diquinho” pela família.
Mal entrava na adolescência quando, na sua avidez de saber, em meio aos pertences de seu pai, descobriu e leu o livro do filósofo alemão Schopenhauer, “As dores do mundo”. Foi quando compreendeu que a luta dos outros povos do mundo é a mesma luta do nosso povo. Ao mesmo tempo, experimentou as razões do sofrimento do povo e sua vontade de fazer justiça.
Em Pinheiros, simultaneamente aos estudos, foi ajudante de alfaiate e de sapateiro. Já com 17 anos foi, ainda com o irmão Hércules, para São Luis, onde se empregou na tradicional loja de tecidos Rianil. Além disso, ele também vendia quadros de casa em casa e, ainda, estudava à noite.
Chegou a Belém do Pará em 1945. Acabara de completar 18 anos e foi se alistar na Força Aérea Brasileira (FAB), que convocava a juventude para suas fileiras. Foi no dia 29 de outubro de 1945, dia da deposição de Getúlio Vargas, ocasionada por um golpe do Exército, determinando o fim do Estado Novo. Iniciou o trabalho como soldado e em pouco tempo fez o curso e passou a cabo. Completado o tempo estabelecido para o serviço militar, passou a trabalhar como enfermeiro no Hospital da Aeronáutica.
Nessa época morava num casarão, onde se alugava quartos para rapazes, na esquina da Av. Tito Franco - hoje Almirante Barroso - com a Angustura. Continuou os estudos no ginásio Pará-Amazonas.
Em 1949, em uma festa no “Clube dos Aliados”, conheceu Mª Isa Tavares, com quem se casaria e que seria sua companheira por toda a vida. Logo em seguida, em 1950, prestou concurso para o Banco da Amazônia e foi aprovado. O menino santa-helenense conquistou um honroso 4o lugar em português. Ingressou no Banco no dia 26 de janeiro de 1951.

[editar]
Militância

Já militava, então, no Partido Socialista Brasileiro, cuja figura exponencial era o Dr. Cléo Bernardo, advogado, professor, deputado estadual e jornalista. Em novembro de 1951, Jinkings foi eleito Secretário Geral do Diretório do Partido e o Dr. Cléo, Presidente, fundando, portanto, o PSB no Pará.
Em 24 de dezembro de 1951 colou grau de humanista (curso ginasial) no Pará-Amazonas, tendo sido escolhido pelos colegas o orador da turma. Sempre se destacando, em 1952 entrou para o “Colégio Estadual Paes de Carvalho”, para cursar o 2o grau, e foi eleito para a diretoria do Conselho de Representantes do Centro Cívico Honorato Filgueiras, quando presidiu a comissão encarregada de elaborar o regimento interno do conselho.
Muito jovem ainda Jinkings dedicou-se às lutas de resistência dos trabalhadores contra a exploração capitalista e por sua emancipação econômica e política. Exercia forte liderança na luta dos bancários, Destacou-se na luta pelo monopólio estatal do petróleo, a campanha “O Petróleo é Nosso”, e foi um dos organizadores do 1o Congresso Regional Norte de Defesa do Petróleo, em 1952.
Em 1952, passou a escrever semanalmente para a "Folha do Norte" e também para o “Flash” e o “Estado do Pará”, iniciando aí a carreira do jornalista R.A. Jinkings.
Jinkings lutava em duas trincheiras: a das ruas e a dos meios (imprensa). Não raro, contam os historiadores, encontrava-se R.A. Jinkings encima de um caixote discursando contra o alto custo de vida (a carestia) e a exploração. Em portas de fábricas ou em praças ele tinha um grande poder de mobilização. Atacava em seus artigos e em seus discursos o Acordo Militar Brasil-Estados Unidos que em novembro de 1952 estava em processo de análise na Câmara Federal.
Era um momento em que o Pará fervilhava com a luta contra o “baratismo” – o governo do General Magalhães Barata. Havia enorme mobilização popular e de estudantes, com forte repressão policial. Formou-se uma coligação onde o pequeno PSB exerceu aguerrida oposição a Magalhães Barata. O candidato da coligação era o Marechal Zacarias de Assunção que, vitorioso, foi eleito governador.
Raimundo Jinkings casou-se com Maria Isa Tavares Jinkings em 2 de maio de 1953 e foram morar em um pequeno apartamento na Vila do IAPI, no bairro de São Braz. À noite estudava na escola técnica “Fênix Caixeiral Paraense”.
Em 1953, o PSB lançou a campanha Marcha da Fome que Jinkings liderou juntamente com Cléo Bernardo e Jocelyn Brasil. Os dois primeiros - cada um em sua coluna no jornal - deram enorme repercussão à campanha. Jinkings foi preso e processado pelo DOPS, mas, defendido pelo amigo Cléo, saiu vitorioso. A prisão se deu na véspera de um grande ato chamado pela campanha e que fora proibido. Era uma tentativa de impedir sua realização.

Política

A repercussão de seus artigos era grande. O seu estilo direto e “sem papas na língua” provocava reações, muitas vezes do personagem citado, geralmente ligado ao poder. Denunciou, em um de seus artigos, o presidente licenciado do BASA - onde ele era funcionário - o Dr. Gabriel Hermes, que utilizara a estrutura do estabelecimento em prol de sua candidatura. O castigo veio logo: Hermes usou sua influência e conseguiu que fosse punido com a transferência para o Acre – a pior agência do Banco na época. Amigos de Jinkings conseguiram “atenuar” o castigo e ele foi transferido para São Luiz do Maranhão.
Raimundo e Isa Jinkings em 1960, já com 4 filhos, na Praça Batista Campos, em Belém
Em junho de 1955 a família, já com duas filhas – a mais nova com apenas 2 meses - mudou-se para São Luiz e lá permaneceram por 3 anos. Jinkings assumiu interinamente a gerência da agência. Logo, foi convidado para assumir a gerência da agência de Bacabal e mudou-se para lá. Em pouco tempo ganhou a confiança do povo daquela cidade, inclusive dos comerciantes, devido à sua administração, elogiada pela Direção Central.
Estava já com quatro filhos: Nise, Leila, Antonio e Álvaro (os dois meninos nasceram em São Luiz). Continuava escrevendo artigos jornalísticos, sempre com o mesmo espírito de luta e justiça. Participava das lutas sindicais e se aproximou do PCB, devido o PSB não existir no Maranhão.
Decidiu voltar para Belém, em 1959, onde teria melhores condições de educar os filhos e espaço mais amplo para a luta política. O financiamento para a sonhada construção de sua casa havia sido aprovado pelo Banco da Amazônia, mais um forte argumento para o retorno.
Em 1960 participou ativamente da campanha para a presidência da República, em que foram candidatos Jânio Quadros e o Henrique Batista Duffles Teixeira Lott, o Marechal Lott. E, para Vice Presidente, João Goulart, o Jango. Nessa época a candidatura de presidente era desvinculada da de vice-presidente. Jinkings fez campanha acirrada a favor das candidaturas Lott-Jango, privilegiando o aspecto nacionalista. Os três maiores representantes da imprensa oligarca – Assis Chateaubriand, Júlio de Mesquita Fº e Carlos Lacerda - se uniram contra Jango e contra o Instituto Superior de Estudos Brasileiros – ISEB, que reunia intelectuais preocupados com os problemas nacionais. Venceu Jânio para presidente e Jango para Vice. Após um governo caótico, Jânio renuncia em agosto de 1961 em clima de convulsão social. Os militares tentaram impedir que Jango assumisse e foram vencidos por forte resistência popular liderada por Brizola. Jango assume a Presidência da República trazendo muita esperança e otimismo aos trabalhadores e aos nacionalistas.
Jinkings discursa em Ato Político de Paragominas, Pará
Era, então, presidente do Comando Geral dos Trabalhadores – o CGT – no Pará, o jornalista e bancário Raimundo Jinkings. Ele comandou o histórico 1º de maio de 1962 em Belém do Pará, mudando a linha das comemorações, antes com churrascos e festas. O CGT montou um palanque no centro de Belém, na Praça da República, chamou as autoridades locais, e fez um grande comício popular, que saiu depois em passeata. No palanque estavam os oficiais das três armas, o prefeito, o representante do governador e o bispo, como autoridades convidadas, e as Federações de Trabalhadores. Jinkings, como presidente do CGT, fez um discurso festejando a vitória da democracia que empossara Jango e respondeu publicamente a provocações vindas de autoridade ao fundo do palanque. Em seguida falou Zacarias Fernandes, representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores, com a mesma linha política e exaltando o ato promovido pelo CGT. Nesse momento algumas dessas autoridades debandaram, entre elas o bispo Don Alberto e o cel. Jarbas Passarinho. No dia seguinte os jornais estampavam os coronéis esbravejando e batizando Jinkings como “perigoso agitador”, apelido que não o abandonou mais até o início da redemocratização a partir de 1982.
Nasceu em 1961 a filha mais nova, Ivana. Já moravam, então, na nova casa construída com o financiamento do BASA.

[editar]Resistência

Incomodava tanto a direita, conta Alfedo Oliveria, que em 1963, quando se candidatou a vereador de Belém, teve sua candidatura impugnada pelos comandos militares, ainda sob o regime democrático. [2].
Em 1964, no entanto, as visitas ao DOPS “para prestar esclarecimentos” se tornavam mais freqüentes. Em 31 de março o CGT reuniu-se e decidiu deflagrar uma greve geral como resistência ao golpe iminente. Redigiram um manifesto e Jinkings encarregou-se de levá-lo ao Jornal do Dia. Cláudio Sá Leal, que era secretário de redação do jornal, mostrou-lhe o Manifesto de Minas, que o alertou para a gravidade da situação. No dia 1º Jinkings ainda foi ao sindicato para uma reunião que convocara na véspera e lá percebeu a presença de uns bancários “estranhos”. Mesmo assim fez seu discurso defendendo o mandato de Jango, mas, já não havia tempo, estava deflagrado o golpe militar e começavam as prisões. Jinkings era secretário Sindical do PCB e foi ao “aparelho” do Partido, encontrando-se com Jocelyn Brasil, Diretor de Agitação e Propaganda, e Humberto Lopes, Presidente, quando decidiram separar-se e procurar abrigo. Logo após a saída de Jinkings os dois dirigentes foram presos.
Passou uns tempos escondido na casa de amigos e parentes, mas, ante a ameaça de ser demitido do BASA por abandono de emprego, combinou com o advogado, o dr. Alarico Barata, de se entregar.
Foi preso e respondeu a inúmeros IPMs, tendo seus direitos políticos cassados. O banco, impossibilitado de demitir um concursado, suspendeu seu pagamento e só voltou a pagar 1/3 do salário após decisão judicial. Jinkings, enquanto isso, tinha uma família para sustentar: Isa e os cinco filhos pequenos. Montou uma barraca na feira Batista Campos e passou uma temporada vendendo gêneros alimentícios. Os colegas do banco, simpatizantes e até adversários respeitosos faziam questão de ir comprar na banca do Jinkings e da dona Isa. Logo, ele conseguiu se tornar representante de algumas livrarias que já o conheciam como leitor voraz que volta e meia pedia livros pelo correio.
As editoras Civilização Brasileira, Brasiliense e Fulgor passaram a enviar novidades para que revendesse. Assim nascia a Livraria Jinkings, - na sala de visitas do número 1567 da Rua Mundurucus - um marco na história do Pará e até hoje um ponto de encontro. Vendia literatura, livros científicos e políticos. A livraria foi crescendo, tornou-se freqüentada por intelectuais, estudantes e gente de esquerda que faziam dali um lugar de encontro e de debate.
Jinkings continuou sua luta de resistência, ao tempo em que enfrentava os ataques dos opositores. Em 1979 inaugurou um prédio novo na Rua Tamoios nº. 1592, ampliando a livraria em moderna instalação. Era o ano da Anistia Ampla Geral e Irrestrita. Às vésperas da visita de Miguel Arraes, a livraria foi pichada e metralhada pelo CCC – Comando de Caça aos Comunistas, que ainda incendiaram o carro do casal. Durante todo esse tempo também houve várias batidas da Policia Federal em busca de “livros subversivos”. Nesse ponto há muitas histórias interessantes sobre a interpretação dos livros e a estratégia de Jinkings para não se deixar surpreender.

[editar]Democratização

Raimundo Jinkings, representando os trabalhadores do Pará, discursa ao entregar documento de reivindicações políticas a Tancredo Neves. Na presença de Sarney, Ulisses Guimarães, Jader Barbalho, por ocasião da Campanha pelas Diretas. Foto Leila Jinkings
Na livraria havia um grande salão nos altos que foi sede de reuniões políticas e culturais de inúmeros eventos, durante toda a redemocratização. Foi formada a Frente Democrática em que Jinkings estava no comando. A esquerda e os democratas apoiaram Jader Barbalho nas eleições de 1982, derrotando a chapa dos conservadores remanescentes de 1964 Oziel Carneiro e Jarbas Passarinho.
Jinkings continuava a escrever artigos políticos onde denunciava fraudes e escamoteações da “desesperada oposição” e também expunha seu ideário marxista leninista.
Foi novamente preso em 1982, desta vez em São Paulo, onde participava do VII Congresso do PCB. Oficialmente era um encontro da Editora Novos Rumos, já que era ainda ilegal a organização. Lá, Raimundo Jinkings foi eleito para o Comitê Central. Por recomendação dessa organização, foi candidato a Deputado Federal em 1986, obtendo cerca de 6 mil votos, número considerado bastante expressivo, especialmente pela campanha anticomunista, já que usava a sigla e o nome do Partido.
Depois de tantas lutas e tantas vitórias, enfrentou uma decepção: a onda que ameaçou a existência do Partido, quando alguns de seus membros correram a acolher as idéias de Gorbachev e tentaram mudar o ideário e os símbolos do Partido Comunista Brasileiro. Com ardilosa estratégia, conseguiram apropriar-se dos bens do Partido, simulando uma maioria no X Congresso, realizado em São Paulo. Renegavam os símbolos e o ideal marxista, mas se diziam o mesmo partido, para manter a estrutura física e a formal. Sem arrefecer, Jinkings, acompanhado de inúmeras lideranças, como Oscar Niemeyer, Ana Montenegro, Horácio Macedo, Zuleide Mello e muitos outros, refundaram o PC – Partido Comunista – e lutaram para reaver a sigla (PCB), que era disputada com Roberto Freire, que chegou ao cúmulo de registrá-la no INPI, como sua propriedade.
Mais uma vitória de Jinkings: o Pará foi um dos primeiros entre os poucos estados brasileiros que conseguiram o registro formal do Partido, enfrentando uma burocracia restritiva cruel. Mais uma demonstração da sua tenacidade e convicção.
Só foi vencido em 1995, depois de longa enfermidade, não sem lutar muito. Antes, em 1993, foi eleito o Livreiro do Ano pela Câmara Brasileira do Livro e foi homenageado na Bienal do Livro. Deixou como legado a sua luta pela igualdade e contra as injustiças, o seu amor aos livros, uma família – 5 filhos, 9 netos e 1 bisneto – e muitos amigos que permanentemente o homenageiam.
Em 2007, foi construída uma página na internet, o blog do Raimundo Jinkings[3], por iniciativa de amigos, filhos e netos, além da sua companheira Isa, com o objetivo de manter viva sua história.

Leia Mais…