TV PCB Pará - Documentário sobre Raimundo Jinkings
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Heróis do PCB: Raimundo Jinkings
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Heróis do PCB: Jocelyn Brasil
sábado, 3 de abril de 2010
TV online, Rádio online, notícias em tempo real: PCB
Olá camaradas.
Estamos inserindo e testando novos recursos em nosso blog. Como novidades temos:
sexta-feira, 26 de março de 2010
Programa de 25 de março e o novo site do PCB
Camaradas!
Algumas observações:
1. Somos o primeiro blog e site a dar essa notícia!
2. O site ficou muito bom, infelizmente os camaradas não aceitaram nossa contribuição no desenvolvimento dele, mesmo a gente sendo o único especialista registrado no Brasil na ferramenta que foi utilizada no site: Joomla!
3. Não foi divulgado no programa o lançamento do site.
PROGRAMA DO PCB
quarta-feira, 24 de março de 2010
Heróis do PCB Paraense: Dalcídio Jurandir - Biografia incompleta
A biografia abaixo considero incompleta devido ao pouco relevo que é dado a sua faceta de militante do PCB, por isso pretendo ir completando essa biografia aos poucos, revelando o grande líder comunista que existiu em perfeita simbiose com o grande romancista.
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Dalcídio Jurandir nasceu na Vila de Ponta de Pedras, Ilha do Marajó (PA), em 10 de janeiro de 1909, filho de Alfredo Pereira e Margarida Ramos. Em 1910 mudou-se para Vila de Cachoeira, na mesma ilha. Ali passou sua infância, aprendendo com sua mãe as primeiras palavras.
Em 1916, passou a freqüentar a Escola Mista Estadual. Fez o curso primário do Professor Francisco Leão, em 1921. No ano seguinte, partiu para Belém, onde se matriculou no 3º ano elementar do Grupo Escolar Barão do Rio Branco.
Obtém o certificado de estudos primários, em 1924. Matricula-se, no ano seguinte, no Ginásio Paes de Carvalho. Antes de completar o segundo ano, em 1927, cancelou sua matrícula e viajou para o Rio de Janeiro (RJ), a bordo do navio do Loide, Duque de Caxias, em 1928.
No Rio, enfrentou dificuldades ao chegar. Foi lavador de pratos no Café e Restaurante São Silvestre, no bairro da Saúde. Conseguiu, após um breve tempo, o lugar de revisor na revista "Fon-Fon", onde colaborou sem remuneração. Voltou a Belém no mesmo navio, tendo aproveitado a viagem para ler livros de clássicos portugueses e de poetas nacionais, que lhe foram emprestados por seu amigo, Dr. Raynero Maroja.
Em 1929, Dr. Raynero, como Intendente Municipal de Gurupá, no Baixo Amazonas, nomeou-o Secretário Tesoureiro da Intendência Municipal. Segue para Gurupá em outubro. Lá escreveu a primeira versão de "Chove nos campos de Cachoeira".
Em novembro de 1930, deixou o cargo para trabalhar na região das Ilhas, município de Gurupá, às margens do rio Baquiá, de propriedade de Pais Barreto, que se tornara seu amigo e ensinara as primeiras letras a seus dois filhos.
Em 1931, conclui um livro de contos e um romance, nos quais narra lembranças da infância em Marajó. Fez versos e descreveu paisagens. Retornou a Belém, sendo nomeado auxiliar de gabinete da Interventoria do Estado. Colaborou com vários jornais e revistas, como “O Imparcial”, “Crítica” e “Estado do Pará” e, no ano seguinte, na “Guajaramirim” e “A Semana”. Comunista assumido, participou ativamente do movimento da Aliança Nacional Libertadora. Foi preso em 1935, tendo ficado dois meses no cárcere.
Em 1937, foi preso novamente e ficou três meses detido. Somente em 1938 retornou a Marajó, reassumindo suas funções na Diretoria de Educação e Ensino, tendo sido designado a exercer a comissão de Inspetor Escolar em Salvaterra. Reescreve o livro “Chove nos campos de Cachoeira” e, também, concluiu seu segundo romance, “Marinatambalo”, publicado sob o título de Marajó. Colabora nas revistas “Terra Imatura” e “Pará Ilustrado”.
Em 1940, foi agraciado com o Prêmio Dom Casmurro de Literatura, concedido pelo jornal de mesmo nome e pela Editora Vecchi, com o romance "Chove nos Campos de Cachoeira". Faziam parte do júri, entre outros, Oswald de Andrade, Jorge Amado, Rachel de Queiroz e Álvaro Moreira.
Voltou ao Rio de Janeiro, em 1941, onde seu livro premiado foi lançado. Retorna a Belém e passou a trabalhar na Delegacia de Recenseamento. No final do ano viajou para o Rio de Janeiro, onde passou a exercer, em 1942, intensa atividade jornalística em “O Radical” e “Diretrizes”, sendo que neste último atuava como redator, repórter e colunista.
Em 1944, fechado o semanário “Diretrizes”, passou a redigir textos publicitários e legendas para filmes de educação sanitária no Serviço Especial de Saúde Pública – SESP. Colabora com o “Diário de Notícias”, no “Correio da Manhã” e na revista “Leitura”.
Em 1945 e 1946, fez parte da redação do jornal “Tribuna Popular” e colaborou nos jornais “O Jornal”, “A classe operária” e na revista “O Cruzeiro”.
No ano seguinte, seu livro “Marajó” foi editado pela Livraria José Olympio Editora.
Pela "Imprensa Popular", em 1950, foi ao Rio Grande do Sul fazer uma pesquisa acerca do movimento operário do porto do Rio Grande. Desse trabalho surgiu seu livro “Linha do Parque”, escrito entre 1951 e 1955.
Viajou à União Soviética, em 1952.
Foi ao Chile, em 1953, onde participou do Congresso Continental de Cultura.
Em 1956, no seminário “Para Todos”, trabalhou ao lado de Jorge Amado, como redator.
Lança, pela Livraria Martins Editora, seu terceiro romance: “Três casas e um rio”, em 1958.
Publica, em 1959, o romance “Linha do Parque”, pela Editora Vitória.
No ano seguinte, publica “Belém do Grão Pará”, pela Livraria Martins Editora. Recebeu o Prêmio Paula Brito, da Biblioteca do Estado da Guanabara, e o Prêmio Luiz Cláudio de Souza, criado pelo Pen Club do Brasil.
A edição russa do romance “Linha do Parque” é lançada em Moscou no ano de 1962, com apresentação de Jorge Amado.
Publica, em 1963, “Passagem dos inocentes”, pela Livraria Martins Editora.
Termina de escrever “Os habitantes”, em 1967.
Em 1968, lança pela Livraria Martins Editora, “Primeira manhã”, e conclui “Chão de Lobos”, penúltimo romance da série “Extremo-Norte”.
O último romance da série acima citada, “Ribanceira”, é concluído em 1970.
Pela Livraria Martins Editora publica, em 1971, o romance “Ponte do Galo”. Aposentou-se, como escritor.
Em 1972, a Academia Brasileira de Letras concede ao autor o Prêmio Machado de Assis de Literatura, pelo conjunto de sua obra, que lhe foi entregue por Jorge Amado.
Recebe, em 1974, do Governo do Estado do Pará, o título honorífico de “Honra ao Mérito”.
A segunda edição de seu romance “Chove nos campos de Cachoeira” é lançada em 1976 pela Livraria Editora Cátedra. “Os habitantes” é publicado pela Editora Artenova. Lançou, também, pela Record, o livro “Chão dos lobos”. Fez diversas viagens a nações da América do Sul e a países socialistas e europeus.
“Ribanceira” foi publicado, pela Record, em 1978, e, no ano seguinte, a segunda edição de “Marajó”, pela Cátedra.
No dia 16 de junho de 1979, o escritor falece na cidade do Rio de Janeiro (RJ), sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.
A prefeitura de Belém homenageia o autor, dando seu nome a uma praça pública naquela cidade.
O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Dr. Israel Klabin, dá seu nome a uma rua no Condomínio Riviera dei Fiori, na Barra da Tijuca.
Em Ponta de Pedras, sua cidade natal, há uma escola com seu nome.
Em 2001 concorre com demais personalidades ao título de "Paraense do Século". No mesmo ano, em novembro, é realizado o Colóquio Dalcídio Jurandir, homenagem aos 60 anos da primeira publicação de Chove nos Campos de Cachoeira.
Em 2003, foi criado o Instituto Dalcídio Jurandir, na Casa de Rui Barbosa, na cidade do Rio de Janeiro. O Instituto foi idealizado pelo Professor Ruy Pinto Pereira, que é seu presidente. Na ocasião, todo o acervo do autor foi doado por seus filhos — Margarida e José Roberto — para o Arquivo–Museu de Literatura Brasileira daquela Casa.
Em 2004, Dalcídio foi o patrono da VIII Feira Pan-Amazônica do Livro, ocorrida entre 17 e 26 de setembro daquele ano.
Heróis do PCB Paraense: Dalcídio Jurandir - Introdução
Olá camaradas!
Damos início a uma empreitada gigantesca, narrar um pouco da história do PCB no Pará através de seus heróis, sim exatamente nosso objetivo é dar aqui um testemunho da Odisséia do partido comunista brasileiro em nosso estado e para tanto vamos reverênciar a memória daqueles camaradas que sempre estiveram à frente da organização de nosso partido e por isso mesmo na alça de mira da burguesia e do latifundio paraense.
Para cumprir essa missão resolvemos tratar um pouco da vida e da obra do nosso camarada Dalcídio Jurandir, principalmente em face do seu recentemente comemorado centenário de nascimento. Esperamos que nossos amigos gostem e por favor fiquem a vontade para corrigir ou adendar as informações que aqui forem publicadas.
Programa de TV do PCB em rede nacional
Olá camaradas!
Amanhã, 25 de março de 2010, será transmitido em rede nacional o programa político do PCB. O programa será veiculado às 20:30h.
Aproveitamos para divulgar o canal do PCB no Youtube: Canal do PCB
Neste canal você encontra os programas anteriosres do PCB, assim como diversos vídeos produzidos pelo partidão.
Na data também serão comemorados os 88 anos de vida do partidão. Parabéns a todos
O PCB vai lançar candidato próprio a presidência da república
POR QUE O PCB VAI APRESENTAR CANDIDATURA PRÓPRIA NAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
Nota Política do PCB
O PCB julga-se no dever de esclarecer:
1 Não nos imiscuímos em assuntos internos de outros partidos. Assim sendo, como partido, não temos nem preferências nem vetos em relação aos dignos e valorosos companheiros do PSOL que disputam internamente a indicação como candidato à Presidência da República.
2 Em programa institucional no próximo dia 25 de março, em cadeia nacional de rádio e televisão, informamos ao povo brasileiro a determinação de nos apresentarmos nas eleições presidenciais deste ano com identidade própria, sem prejuízo de coligações, no campo da oposição de esquerda, em algumas eleições estaduais. A data do anúncio coincide com o aniversário de 88 anos do PCB, fundado em 25 de março de 1922.
3 Esta atitude é conseqüente com nossa postura desde o início de 2006, quando já deixávamos claro que não estávamos procurando uma mera coligação eleitoral e muito menos candidaturas, mas a construção de um bloco na perspectiva de uma frente anti-imperialista e anticapitalista permanente, para além do PCB, PSOL e PSTU (incluindo movimentos e organizações populares) e para além das eleições.
4 Em 2006, a coligação eleitoral então denominada - Frente de Esquerda - dissolveu-se, na prática, dois meses antes das eleições. Suas únicas reuniões, até junho de 2006, tiveram como pauta exclusiva os acordos em torno de candidaturas. Desde então, não houve qualquer reunião trilateral e, no caso pelo menos do PCB, nem bilateral, além de episódicos e superficiais contatos regionais.
5 Para o PCB, foi equivocado o desinteresse em discussões sobre a conjuntura, a tática e estratégia dos caminhos ao socialismo, que gerassem consensos programáticos. Fizemos em 2006 uma campanha presidencial sem programa, abrindo espaço para a então candidata da coligação expor suas opiniões pessoais que, em muitos casos, não correspondiam nem às do seu próprio partido.
6 Jamais, enquanto partidos, confrontamos nossos pontos de vista sobre qualquer tema, sendo que em alguns temos divergências importantes, algumas inconciliáveis. Entre estas, há questões que nos são muito caras, como a necessidade de criação de uma organização intersindical classista que seja baseada na centralidade da luta do trabalho contra o capital, a atualidade da construção de uma frente anticapitalista e anti-imperialista para além do economicismo e das eleições e o internacionalismo proletário, com a solidariedade firme e inequívoca à Revolução Socialista cubana, aos processos de mudanças na Venezuela e na Bolívia, ao povo palestino e aos demais povos em luta.
7 Sempre defendemos a necessidade de uma construção programática que envolvesse muito mais que os três partidos da Frente de Esquerda, com vistas à formulação de uma alternativa de poder que venha a se contrapor ao bloco conservador, como ponto de partida de possíveis coligações eleitorais, evitando que a disputa e decisão sobre os nomes e candidatos ocorra antes e, na maioria das vezes, no lugar da discussão programática de eixos mínimos que possam representar a reorganização de um bloco revolucionário do proletariado.
8 No entanto, estamos no final de março de 2010 e até agora só temos notícias das intenções dos partidos que compuseram aquela coligação pelos meios de comunicação ou por informes que nos chegam sobre o processo de escolha de candidatura presidencial no PSOL, que começou com a opção de Heloísa Helena por disputar o Senado, depois o desencontro previsível com Marina Silva e agora com a disputa interna ainda em curso.
9 Não podemos deixar de registrar também nossa contrariedade com os rumos tomados pela então Frente de Esquerda, no que tange aos parlamentares eleitos com a soma de votos de dezenas de candidatos dos três partidos que a compuseram. Os mandatos, em especial os de âmbito nacional, não contribuíram para a unidade e a continuidade da mesma. Como acontece com os partidos convencionais, foram tratados como de propriedade dos eleitos, sem qualquer interação ou mesmo consulta política aos partidos que os elegeram. A preocupação principal desses mandatos foi garantir a própria reeleição.
10 Queremos manter com os partidos, organizações e movimentos classistas que, como nós, vêem a ruptura do capitalismo como a única possibilidade de transição para o socialismo, uma relação independente, baseada em consensos programáticos e na ação unitária no movimento de massas, o que não significa necessariamente estarmos juntos nas mesmas entidades, organizações e coligações.
PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central
22 de março de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
ENTREVISTA COM IVAN PINHEIRO, SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2010
A Revista CAROS AMIGOS número 155, que está nas bancas, apresenta uma reportagem especial ELEIÇÕES 2010 Disputa de projetos ou falsa polarização?, em forma de entrevistas com representantes de sete Partidos do campo democrático-popular e da esquerda, segundo classificação da jornalista Tatiana Merlino.
São entrevistados, com as mesmas perguntas, Brizola Neto (PDT), Ivan Pinheiro (PCB), Ivan Valente (PSOL), José Eduardo Dutra (PT), José Maria de Almeida (PSTU), Luiza Erundina (PSB) e Renato Rabelo (PCdoB).
Aqui estão, na íntegra, as respostas do Secretário Geral do PCB, camarada Ivan Pinheiro.
Secretariado Nacional do PCB
O que está em jogo nessas eleições?
Deveria estar em jogo um intenso debate sobre os grandes problemas nacionais, uma discussão ideológica, o confronto de projetos, a política externa brasileira, a integração da América Latina, a soberania nacional, a reestatização da Petrobrás, a redução da jornada de trabalho, a reforma agrária e outros temas sobre o presente e o futuro do país. Infelizmente, as oligarquias e a mídia podem, com a força que têm, fazer desta eleição um par ou ímpar entre dois projetos de administração do capital, um capitaneado pelo PT e outro pelo PSDB.
Há um risco de os candidatos deste campo, que disputam quem é mais eficiente para alavancar o capitalismo brasileiro, ficarem disputando qual mandato de 8 anos (FHC ou Lula) apresentaram os melhores indicadores macroeconômicos: quem mais deu confiança aos investidores internacionais, quem "destravou" mais a economia, quem criou mais e piores empregos, quem reduziu mais o "Risco Brasil" etc.
O que pode mudar no cenário político do país?
Se o debate for centrado na administração do capital vai mudar muito pouco. Podem mudar os comandantes da máquina pública, do balcão de empregos e interesses. Alguma mudança de estilo. Se as oligarquias conseguirem "americanizar" as eleições de 2010, ou seja, uma disputa entre a coca-cola e a pepsi-cola, as mudanças serão menores ainda. No mundo todo, a burguesia força a barra para estabelecer um bipartidarismo no campo da ordem, para afastar o risco de uma alternativa de esquerda. O que pode determinar mudanças no Brasil são fatores externos, como os desdobramentos da crise do capitalismo, a tendência do imperialismo a potencializar sua agressividade e outros fatores.
As mudanças serão pequenas até porque Lula, na questão principal (a política econômica) manteve a orientação do governo FHC. E este modelo não estará em debate. O que estará em debate é a forma de administrá-lo. Além do mais, as diferenças entre Lula e Alckmin eram mais notáveis e significativas do que aquelas entre Dilma e Serra.
O que pode provocar alguma mudança, na realidade, é o fato de Lula não ser o Presidente a partir de 2011. Ninguém, como ele, tem a capacidade de fazer a conciliação entre o capital e o trabalho. Nada melhor do que um ex-operário formado no sindicalismo de resultados para fazer um governo em que o capital aumente sua parcela no PIB em relação ao trabalho e este interprete isso como um mal necessário, para manter empregos, mesmo que a cada dia mais precarizados. Para a burguesia que pensa, que não é troglodita, o melhor cenário seria um terceiro mandato para Lula.
O que deve ser defendido pelas esquerdas?
Primeiro, temos que precisar o que significa esquerda hoje, nesta diluição ideológica e nesta manipulação de conceitos. Até o PPS (aliado do DEM e do PSDB) se considera "de esquerda". Os socialdemocratas e social-liberais que apóiam incondicional e sistematicamente o governo Lula se consideram "de esquerda". Aliás, no Brasil, ninguém assume que é "de direita".
Vou falar, portanto, do que considero como esquerda, um campo político que, à falta de definição melhor, posso chamar de esquerda revolucionária ou esquerda socialista, ou seja, aquela que não quer reformar o capitalismo, mas superá-lo.
Portanto, penso que a verdadeira esquerda no Brasil deve envidar esforços no sentido de criar uma frente, de caráter anticapitalista e antiimperialista, permanente, para além das eleições, voltada para a luta de massas. Não pode ser apenas uma coligação eleitoral, como foi a chamada frente de esquerda em 2006, que se dissolveu antes mesmo da realização do primeiro turno; e que não tinha programa, mas apenas candidatos.
Esta frente deve incorporar, além dos partidos políticos registrados no TSE, todas as organizações políticas, político-socias e movimentos populares que se coloquem no campo da superação do capitalismo, na perspectiva do socialismo. O programa desta frente deve ser conformado não pelas cúpulas das organizações que a compõem, mas a partir de um amplo debate a partir das bases.
O que pode significar avanço ou retrocesso para o processo de redemocratização do país?
O problema hoje no Brasil não é o risco de um golpe militar clássico ou de novo tipo, como o que se deu na Venezuela, em 2002, como tentativa, e agora em Honduras, como realidade. Os maiores riscos de retrocessos políticos são a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza, as restrições ao direito de greve, as limitações aos partidos políticos de esquerda, através de cláusulas de barreira etc.
Os riscos maiores de retrocesso na questão democrática são principalmente os de âmbito mundial. Com a crise do capitalismo e a acirrada disputa por recursos naturais não renováveis, o mundo corre riscos de guerras e conflitos de todo o tipo, com o recrudescimento da agressividade do imperialismo.
Como os movimentos sociais podem interferir nesse processo?
Os movimentos sociais têm um papel fundamental a desempenhar no processo de mudanças sociais, desde que não se limitem à esfera de sua atuação específica, à parcialidade da luta. O MST é um excelente exemplo de um movimento social, a meu ver o mais importante do Brasil, que soube compreender isso. Hoje, o MST não é um apenas um movimento social, mas incide na questão política, como a luta em defesa da Petrobrás e até na solidariedade internacional.
Por isso, temos defendido que os movimentos populares participem da frente anticapitalista e antiimperialista, no mesmo espaço com organizações políticas.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Software livre como manifestação do socialismo na era digital
OBS: Este artigo é de autoria do nosso colaborador Cláudio Alfonso
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Igrejas evangélicas, novo curral eleitoral
Olá camaradas.
As igrejas de modo geral e mais especificamente as igrejas de cunho evangélico, se transforam em verdadeiros currais eleitorais, onde a promessa de uma vida eterna se mistura com a promessa de riqueza material aos seus seguidores. Como se não bastasse isso, vemos essas igrejas lideradas por "pastores" e "bispos" ocupando espaços nos governos e dentro desses espaço criando verdadeiros puleiros de apaniguados.
Um exemplo claro disso é a ação entre amigos promovida pela Igreja Evangélica Quadrangular dentro das
dependências do DETRAN no governo estadual do Pará. Além de nomear seus "pastores e pastoras" em todos os principais cargos deste órgão, promove um verdadeiro festival de contratação de temporários que de novo remete aos obreiros de suas igrejas. Além disso também cometem o "pecado" do desmando mandando retirar multas de seus amigos e protegidos. Mais detalhes sobre essa história cheia de lances sórdidos no Blog do Barata
http://novoblogdobarata.blogspot.com/2010/01/detran-denuncia-revela-tramoia-de.html
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Entrevista do Sec. Político Ivan Pinheiro do PCB ao Jornal Pravda
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Canal de vídeos do PCB no Youtube
Olá camaradas,
Para quem não conhece fica a dica do Canal de Vídeos do Youtube (www.youtube.com/videosdopcb). Temos diversos vídeos sobre o partido, história, programas de tv, programas eleitorais, eventos, etc. Visitem e deixem seus comentários.
Aqui o programa do PCB na TV no mês de seu aniversário
Em busca de um novo visual
Além da retomada deste projeto NÃO OFICIAL de blog do PCB paraense, estamos buscando um novo visual mais adequado, portanto é possível que demoremos um pouco mais para começar a por tópicos para valer! neste blog. Nosso limite é até segunda 11 de janeiro.
Leia Mais…domingo, 3 de janeiro de 2010
Novo ano novo blog
Estamos na realidade retomando um antigo projeto (2005) de termos um blog para divulgar as ideias e as ações do Partido Comunista Brasileiro - PCB aqui no Estado do Pará. Pois bem aqui estamos! E iremos começar a publicar as notícias do comunistas paraneses.
Leia Mais…