TV PCB Pará - Documentário sobre Raimundo Jinkings

sexta-feira, 27 de julho de 2012

PCB apoia a divulgação da ANNCOL

Estamos implantando um módulo que divulga as notícias publicadas pela versão brasileira da Agência de Notícias Nova Colômbia, seguindo a diretriz do PCB Nacional de apoiar essa entidade. Acompanhe no box no lado direito abaixo.

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PCB EXPULSA EM PERNAMBUCO OS QUE SE VENDERAM AO PSDB E FORAM PARA O PCdoB


(Não poderiam ter escolhido lugar melhor para abrigar seus interesses)

O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB), por meio de sua Executiva Estadual de Pernambuco, decidiu expulsar, sumariamente, com base em seu Estatuto e em suas Resoluções Congressuais, no dia 23 de julho de 2012, tão logo tomou conhecimento, por meio do blog do jornalista Jamildo Melo, do apoio espúrio e oportunista de militantes do Diretório Municipal Provisório de Jaboatão dos Guararapes à candidatura de Elias Gomes, do PSDB, o sr. Armando Moury Fernandes e demais signatários do esdrúxulo e suspeito ato de apoio.

O PCB não autorizou nenhuma aliança político-eleitoral em Jaboatão dos Guararapes; o Diretório Municipal havia decidido, anteriormente, não lançar candidatos e se abster de participar do pleito. Portanto, o apoio do ex-militante Armando Moury ao candidato do PSDB jamais teve respaldo ou autorização da nossa Direção Estadual, que encara a atitude como oportunista e fisiológica, típica de quem tenta usar os partidos e a política em si para ganhos pessoais e/ou de grupos.

O apoio desse senhor ao candidato do PSDB constituiu-se em uma grave traição ao Partido, manchando a história de luta e resistência de antigos comunistas desse município, que por sua bravura no combate à direita fez com que Jaboatão fosse conhecida como "Moscouzinho" no meio político pernambucano. O ato do sr. Moury é desonroso, vil, fisiológico e oportunista, típico de quem, por interesses egoístas, capitula diante da velha direita e suas benesses de poder. Merece, portanto, o nosso mais forte repúdio e denúncia. A baixeza desse senhor foi tanta que, já decidido a sair do Partido com seu grupo, usou a bandeira do Partido pra ser fotografado ao lado do Sr. Elias numa solenidade pública, talvez enganando o próprio candidato que decidiu apoiar. Eles foram para o PcdoB. Não poderiam ter escolhido lugar melhor para abrigar seus interesses.

Recife, 25 de julho de 2012

Aníbal Valença

Secretário Político

Luciano Morais

Secretário de Organização



Aqui notícias relatando o apoio (vendido) do diretório municipal expulso: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2012/07/23/interna_politica,386622/elias-gomes-recebe-apoio-do-pcb.shtml

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Nota do Secretariado Nacional do PCB sobre as eleições no Amapá


Secretariado Nacional do PCB

Esta matéria transcrita abaixo, publicada no jornal O Globo, teve repercussão na nossa militância e na esquerda em geral. O artigo trata da flexibilização que o PSOL tem promovido em sua política eleitoral, que nos cabe respeitar.

Ocorre que o artigo, ao citar o PCB, não informa qual a posição do nosso Partido nas eleições de Macapá.

A política eleitoral adotada pelos camaradas do PCB Amapá foi indicada e aprovada por unanimidade pelo Comitê Central do Partido e respeita totalmente os parâmetros que estabelecemos para as alianças.

O PCB em Macapá tem candidatos apenas nas eleições proporcionais (à frente o camarada Nelson, atual vereador e membro do CC), em coligação única e exclusivamente com o PSOL, sem a presença nela de qualquer outro partido.

Os demais partidos citados na matéria, a rigor legendas para disputas eleitorais sem qualquer conteúdo político ou ideológico, participam da coligação na eleição majoritária, em apoio ao candidato a prefeito de Macapá pelo PSOL, Clécio Vieira.

Secretariado Nacional do PCB

FONTE: http://goo.gl/IBuhm

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domingo, 22 de julho de 2012

Sai primeira pesquisa para prefeito de Belém


A primeira pesquisa eleitoral realizada em Belém, após o anúncio das candidaturas a prefeito, foi divulgada ontem. O candidato do Psol, Edmilson Rodrigues, que lidera a coligação Belém nas mãos do povo, aparece em primeiro lugar com 47,6% das intenções de votos. Em segundo lugar vem o candidato do PMDB, José Priante, que aparece com 18.6% das intenções de votos dos eleitores da capital paraense. O terceiro lugar é do candidato do PPS, Arnaldo Jordy, com 7.1% dos votos; o quarto lugar do candidato do PSDB, Zenaldo Coutinho, com 6.8% dos votos; no quinto lugar aparecem empatados com 4.3% o petista Alfredo Costa e o radialista Jeferson Lima (PP). Anivaldo Vale (PR) aparece na pesquisa com 3.1%, em sexto lugar.
O restante dos candidatos, Sérgio Pimentel (PSL), Lenir Campelo (PPL) e Marcos Rego (PRTB), não conseguiram nem 1% das intenções de votos em Belém, segundo aponta a pesquisa realizada pela Doxa Comunicação, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n° 00029-2012.
Os números apontam que, se a eleição fosse realizada hoje, o candidato do Psol seria eleito em primeiro turno, já que a soma dos outros candidatos não alcançaria os votos de Edmilson Rodrigues.
Foram 627 entrevistas nos oito distritos administrativos de Belém, entre os dias 8 e 12 deste mês. A pesquisa tem margem de erro de 3% para mais ou para menos. O Instituto Amazônico de Planejamento e Gestão Urbana e Ambiental (Iagua) foi a entidade que encomendou a pesquisa eleitoral.

47,6% Edmilson Rodrigues (Psol)

18.6% José Priante (PMDB)

7.1% Arnaldo Jordy (PPS)

6.8% Zenaldo Coutinho (PSDB)

4.3% Alfredo Costa (PT)

4.3% Jeferson Lima (PP)

3.1% Anivaldo Vale (PR)

OUTROS
SérgioPimentel(PSL),Lenir Campelo(PPL)e Marcos Rego(PRTB), juntos, tem menos de 1%
A pesquisa foi realizada pela Doxa Comunicação, registrada no Tribunal Superior Eleitoral(TSE) sob o N°00029-2012. Foram 627 entrevistas nos oito distritos administrativos de Belém, entre os dias 8 e 12 deste mês.
A pesquisa tem margem de errode 3% para mais ou para menos. O Instituto Amazônico de Planejamento e Gestão Urbana e Ambiental(Iagua)encomendou a pesquisa.


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Documentário do PCB: Fomos, somos e seremos comunistas!

Documentário do PCB: Fomos, somos e seremos comunistas!

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Candidatura e coligações para a prefeitura de Belém

Olá camaradas

Para abrir este tópico um pequeno resumo dos candidatos e coligações para a prefeitura de Belém:

"No sábado à tarde, o PTB revelou quem será o candidato a vice na chapa que tem como candidato a prefeito Anivaldo Vale. É o presidente da Câmara Municipal de Belém, Raimundo Castro. Até a noite de sábado, os únicos partidos que não haviam divulgado o nome do vice eram o PPL, cuja candidata é Leny Campêlo, o PP, que tem como candidato Jefferson Lima, e o PT, de Alfredo Costa. Mas um membro do PT informou à reportagem que o partido também estudava sair com uma mulher na chapa. Além do PSDB, a legenda com candidato próprio que também realizou sua convenção no sábado foi o PSOL, que disputará a prefeitura de Belém com Edmilson Rodrigues e Jorge Panzera, do PCdoB, como vice. O evento foi realizado durante a manhã.

Com isso, o quadro de candidatos à prefeitura de Belém ficou praticamente definido, depois de intensas negociações e algumas reviravoltas ao longo da semana. A primeira novidade, ainda na terça-feira, foi a desistência do PV em lançar a candidatura do Zé Francisco para apoiar o PPS do deputado federal Arnaldo Jordy, que também recebeu o reforço do DEM. Aliás, Zé Francisco sairá como vice de Jordy na chapa. No dia seguinte, quem também abriu mão de concorrer foi o deputado estadual Cássio Andrade, do PSB, para apoiar Zenaldo Coutinho. Foi, então, anunciado o nome do coronel Tales, do PSB, como vice na chapa do tucano. Porém, ele foi substituído por Carla Martins.

José Priante, candidato do PMDB que esperava o apoio de Jorge Panzera do PCdoB, viu Panzera virar vice na chapa de Edmilson Rodrigues, que tem ainda o PSTU ao seu lado. O peemedebista acabou ficando com PSC, PMDB, PHS. Seu vice será o advogado, engenheiro civil e pastor Kadmiel Pacífico da Costa."


Uma breve olhada nesse quadro e fica claro a pulverização das candidaturas daquilo que se chamava de esquerda e que atualmente compõe a base aliada do governo Dilma. Ficou uma verdadeira difusão de partidos de diversas origens ideológicas onde o único fator de união é o frio cálculo eleitoral e o oportunismo político.

Desse quadro não se salvou nem a chamada oposição de esquerda ao governo Dilma, PSOL e PSTU, estes partidos aderiram a realpolitik fechando aliança com o "rabicho" do PT, também conhecido por PCdoB, ao mesmo tempo em que o PSOL tentava piorar ainda mais o quadro político buscando coligações com partido de direita tudo movido pela lógica eleitoral. Toda essa situação ridícula e vexatória levou ao PSTU publicar uma nota nacional quilométrica tentando explicar ou melhor escamotear o seu próprio oportunismo eleitoral (quem quiser ler esta fábula pode acessar o link aqui: http://www.pstu.org.br/partido_materia.asp?id=14373&ida=0 ) .

E nesse quadro eleitoral cadê o PCB? Esperemos um posicionamento oficial da direção local.

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domingo, 1 de julho de 2012

PCB homenageia Raimundo Jinkings



PCB homenageia Raimundo Jinkings O Partido Comunista Brasileiro (PCB) prestou, sábado, uma homenagem a um de seus bravos combatentes: Raimundo Jinkings. Em ato realizado na Câmara Municipal de São Paulo, o partido concedeu a Medalha Dinarco Reis a Jinkings – jornalista, livreiro, dirigente sindical, membro do Comitê Central do PCB –, falecido há 16 anos. Raimundo Jinkings foi um dos responsáveis pela resistência e reorganização do partido no Pará e Amapá. Após receber a medalha, a companheira de Raimundo Jinkings, Isa Jinkings, fez uma emocionante fala de agradecimento.

Redação

São Paulo – No sábado, 23 de junho, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) prestou uma homenagem a um de seus bravos combatentes: Raimundo Jinkings. Em ato realizado na Câmara Municipal de Sâo Paulo, o partido concedeu a Medalha Dinarco Reis a Jinkings – jornalista, livreiro, dirigente sindical, membro do Comitê Central do PCB –, falecido há 16 anos. Raimundo Jinkings foi um dos responsáveis pela resistência e reorganização do partido no Pará e Amapá.

A cerimônia em homenagem à memória de Raimundo Jinkings, teve início às 15h, na sala Tiradentes da Câmara Municipal de São Paulo, e foi aberta pelo candidato a vice-prefeito pelo PCB, na chapa PCB-PSOL, Edmilson Costa, pelo presidente da Fundação Dinarco Reis, Dinarco Reis Filho, e pelo secretário-geral do PCB, Ivan Pinheiro.

Após as falas de abertura e exibição de um vídeo-documentário sobre Jinkings, Ivan falou sobre sua trajetória, lembrou passagens de Jinkings e sua importância na vida do Partido. Após receber a medalha, a companheira de Raimundo Jinkings, Isa Jinkings, fez uma emocionante fala de agradecimento, sendo aplaudida de pé pelos presentes que gritaram em, coro: ‘força, ação, aqui é o partidão!’ e lembraram o que Jinkings diria num momento como esse: fomos, somos e seremos comunistas.

Foi um importante evento político porque os comunistas homenagearam não apenas um intelectual militante e valente, que dedicou toda a sua vida à construção do Partido, mas, principalmente, um personagem fundamental no processo de reconstrução revolucionária do PCB.

Estiveram presentes, na sala repleta de jovens militantes do partido, professores universitários e intelectuais como Antonio Rago, Milton Pinheiro, Antonio Carlos Mazzeo, Luiz Bernardo Pericás, Sofia Manzano, Jose Ávila, o artista plástico Sergio Romagnolo, a sindicalista Mercedes Lima, além de familiares do camarada: Ivana Jinkings (filha) e os netos Isabella, Jorge, Maeve, Yuri, Kim e Luca.

Segue abaixo o emocionante texto de agradecimento lido por Isa Jinkings durante a cerimônia:

Raimundo Antonio Jinkings e eu fomos companheiros na vida, no trabalho e na política por 46 anos. Tivemos 5 filhos. Quando ele morreu, tínhamos 12 netos (hoje são 15) e um bisneto (hoje são 5). É uma grande família, que se orgulha e se inspira nos princípios humanistas e de igualdade social que sempre nortearam a sua trajetória política e a nossa vida.

Tenho certeza de que o Jinkings estaria feliz pelas mudanças que tem ocorrido em nosso país. Por ver conquistadas algumas bandeiras que empunhou em sua trajetória de lutas. Mas ele estaria, como sempre esteve, de mangas arregaçadas ao lado dos seus camaradas, exigindo muito mais conquistas, lutando por uma transformação social ampla e emancipadora. Seguramente estaria do lado certo.

Foi um homem simples e generoso, e um lutador incansável. Na prisão, manteve a mais absoluta dignidade. Perseguido sem tréguas pela ditadura, quantas e quantas vezes juntou os cacos e reconstruiu o sonho, que se tornava cada vez mais forte.

Construiu o Partido em cada um dos muitos e longínquos municípios do Pará, transformando-o em um dos Estados onde o PCB foi mais forte e representativo, em que o Partido foi criado em todos os municípios. E que foi campeão de assinaturas do jornal Voz da Unidade, o que nos valeu como prêmio, a nós dois, uma viagem à União Soviética.

Privado de seu emprego, plantou a semente da cultura em nosso Estado, proporcionando o acesso ao livro a quatro gerações, formando leitores, revelando escritores, criando um ponto de referência cultural e político. No ano que antecedeu a sua morte, foi eleito Livreiro do Ano pela Associação Nacional de Livrarias.

O fato de saber que foi outorgada ao Jinkings uma medalha com o nome de Dinarco Reis, me remeteu ao poema dos 60 anos do PCB: “[nossos heróis] eram poucos e nem puderam cantar muito alto a Internacional”, em 1922.

Mas fundaram o partido.

E me remeteu também a uma fotografia que guardo como preciosa, histórica, em que estão juntos Jinkings, Giocondo Dias, Mário Schenberg e Dinarco Reis. Quatro cabeleiras brancas onde parece estar escrita uma parte da história do Partido.

Quero agradecer ao PCB esta homenagem e dizer do meu sentimento de satisfação e orgulho pelo reconhecimento do valor de meu companheiro e do respeito à sua memória.

Agradeço a todos que nos honraram com a sua presença.

Muito obrigada, companheiros.

http://correiodobrasil.com.br/pcb-homenageia-raimundo-jinkings/475285/

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domingo, 24 de junho de 2012

CONTRA O MOVIMENTO GOLPISTA DA DIREITA PARAGUAIA E DO IMPERIALISMO

Nota política do PCB Nacional sobre o Golpe no Paraguay.

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(Nota Política do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público denunciar a tentativa de golpe branco que se desenvolve nos últimos dias no Paraguai e que tem, como próximo passo, a reunião do Senado daquele país que se realizará a toque de caixa nesta sexta-feira para, segundo fontes do próprio movimento golpista, "impedir que apoiadores do presidente cheguem a Assunção".
O que ocorre no país vizinho é mais uma tentativa de derrubar o governo do presidente Lugo, eleito em processo legítimo e democrático, como produto da esperança das massas populares por mudanças sociais.
A proposta de impedimento encaminhada ao Senado do Paraguai, após votação na Câmara, responsabiliza o presidente pelo recente conflito armado entre camponeses sem terra e as forças de repressão estatal.
Essa "acusação" é escandalosa e cínica, pois na verdade são esses próprios parlamentares e suas bases de sustentação os verdadeiros responsáveis por tal situação, após décadas de ditadura e roubo de terras públicas para favorecer a oligarquia. Manipulam o golpe, tentando passar a impressão de que se trata de uma medida dentro da lei.
O PCB - apesar de considerar que o presidente está sendo vítima de sua própria conciliação e vacilação em impulsionar o processo de mudanças com o respaldo do movimento de massas - vem a público se juntar aos trabalhadores paraguaios e ao povo em geral neste importante momento de sua história.
A tentativa de golpe - levada a efeito pelos setores mais reacionários e pró-imperialistas da burguesia paraguaia - conta certamente com o apoio da embaixada norteamericana, a maior de toda a América do Sul.
Não temos dúvida de que o golpe, além de interessar à oligarquia paraguaia, se insere na ofensiva do imperialismo norteamericano para aumentar sua presença militar na América Latina, criando condições para viabilizar sua aspiração de criar uma base militar na tríplice fronteira (Argentina, Brasil e Paraguai).
Partido Comunista Brasileiro - PCB
Secretariado Nacional

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terça-feira, 19 de junho de 2012

Homenagem do PCB à Raimundo Jinkings


A direção nacional do PCB resolveu homenagear um dos maiores quadros comunistas brasileiros Raimundo Jinkings, prestando merecida homenagem ao nosso querido dirigente histórico. Enquanto isso dirigente do PCB no Pará são completamente amnésicos em relação ao RA Jinkings. Vejam artigo abaixo:

CONVENÇÃO ESTADUAL PCB-SP

PLENO CR-SP CONVENÇÃO ESTADUAL DO PCB E ENTREGA DA MEDALHA DINARCO REIS A RAYMUNDO JINKINGS



 O Comitê Regional do PCB de São Paulo (CR-SP) realizará, dia 23 de junho, a Convenção Estadual do Partido, ocasião em que serão definidos os candidatos a prefeito e vereador das diversas cidades nas quais o Partido estiver organizado, inclusive a candidatura majoritária e proporcional da cidade de São Paulo. Ressalte-se que todas as candidaturas deverão ser homologadas pelo Comitê Central.

 O evento será realizado no Salão Tiradentes da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, nº 100, 8º. Andar), das 10h00 às 13h00.

No período da tarde (das 15h00 às 17h00), será realizada a entrega da Medalha Dinarco Reis ao Camarada Raymundo Jinkings, membro do Comitê Central do PCB e um dos responsáveis pela resistência e reorganização do Partido no Pará e Amapá, falecido há 16 anos.

A cerimônia de entrega da medalha será realizada pelo Secretário-Geral do PCB, Ivan Pinheiro, e contará com a presença da companheira do Camarada Jinkings, Isa Jinkings, de familiares e amigos.

Todos os Camaradas do Estado, especialmente as Direções Municipais das cidades nas quais o Partido estiver organizado, deverão comparecer a este importante evento político, não só para bater o martelo sobre as candidaturas municipais, mas, especialmente, pela homenagem a um Camarada valente que dedicou toda a sua vida ao PCB.

Vale lembrar que no dia 24 de junho, a partir das 09h00, será realizada a reunião do Pleno do Comitê Estadual (CR-SP) na sede do PCB-SP, onde será debatido o planejamento do trabalho de direção para 2012. São Paulo, 05 de junho de 2012.


 Edmilson Costa

 Secretário Político PCB – SP --
 Partido Comunista Brasileiro

Comite Estadual - SP (11)3106-8461

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terça-feira, 12 de junho de 2012

porque blog não oficial do pcb no Pará?

Tem gente que não entende a diferença entre algo oficial e não oficial.  neste blog publicamos artigos e tópicos sobre o PCB principalmente no Pará como uma forma manter as pessoas informadas sobre a história e a política do PCB por essas bandas. como uma forma de homenagear camaradas que se dedicaram ao partidão, preenchendo uma lacuna que o PCB oficial nunca buscou atender. Não tomamos decisões e nem falamos oficialmente pelo PCB.

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PCB presente no lançamento da Pré-candidatura de Edmilson Rodrigues à prefeito de Belém


Este tópico é cópia de tópico do site somostodosedmilson.blogspot.com. Não significa que pcb tenha fechado posição.

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Pré-candidatura do PSOL

Foi uma noite histórica. Centenas de militantes e apoiadores da pré-candidatura de Edmilson lotaram o auditório João Batista, no Palácio Cabanagem, sede da Assembleia Legislativa do Pará.
Além da militância do PSOL, estiveram presentes dirigentes do PV, PCdoB, PCB, PTdoB e PTN. O PSTU enviou mensagem justificando ausência.
Veja algumas imagens do evento que marcou o início de uma jornada vitoriosa para o povo de Belém. As fotos são de Álvaro Luís. Cópia do site: somostodosedmilson.ogspot.com.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

PCB nas eleições de Belém 2012

Nota no site de Fabrício Gomes - PSOL


PSOL, em Belém, aprova possibilidade de aliança com PCdoB, PV, PTdoB, PTN, PCB e PSTU.
No início da tarde de hoje, encerrou-se a Conferência Eleitoral do PSOL-Belém.  Apenas 61% dos delegados votaram a favor da coligação com o PCdoB e PV, o que demonstra que a discussão interna não foi fácil.
Vários companheiros da APS – Ação Popular Socialista –, que durante as plenárias que elegeram os delegados se mostraram claramente contrários a essas alianças, mantiveram o acordo interno no qual deveriam se centralizar pela posição majoritária da corrente e votaram a favor do texto que prevê a aliança com PCdoB, PV, PTdoB, PTN, PCB e PSTU.
Dos 72 delegados credenciados, 03 não votaram; 42 votaram e apenas 27 votaram contra a aliança. Pelo visto, o Partido vem a Prefeitura com uma ferida exposta em razão desta decisão.


Fonte aqui


Nota do Jornalista Mauro Bonna:

Edmilson reúne sete partidos nanicos
No lançamento da pré-candidatura de Edmilson, foi costurada uma histórica coligação. Nada menos do que seis partidos vão estar juntos com o Psol na disputa pela prefeitura de Belém: PSTU, PCB, PC do B, PV, PT do B e PTN. Em busca de um tempo maior no rádio e TV, Edmilson diz que o número de partidos deve aumentar até a data da convenção.

Fonte aqui

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Contribuição do PCB na construção do ensino público primário em Belém.

A INFLUÊNCIA DO PCB NA CONSTRUÇÃO DO ENSINO PÚBLICO PRIMÁRIO
DE BELÉM DO PARÁ DE 1945 a 1964

Maria José Aviz do Rosário
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Professora do ICED-UFPA
mrosario@ufpa.br

RESUMO

Este texto discute e analisa a construção do ensino público primário de Belém do Pará, a partir das relações existentes entre os poderes políticos instituídos e os movimentos sociais organizados liderados pelo Partido Comunista do Brasil – PCB,no período entre 1945 e 1964. A análise toma por base, centralmente, a expansão de escolas e a institucionalização dos órgãos oficiais do ensino. As fontes usadas para construção do texto compõem-se de mensagens governamentais, dos relatórios produzidos pelo poder político municipal e de depoimentos de comunistas históricos.Em sua conclusão, aponta-se que o PCB não mediu esforços para que o poder político instituído cumprisse com seu dever constitucional de oferta do ensino e que parte das demandas sociais educacionais asseguradas institucionalmente, foi articulada pelos movimentos sociais organizados sob a liderança do partido; que os prefeitos se esforçaram para demonstrar empenho na aplicação das leis aprovadas que criavam novas escolas e permitiam a expansão dos estabelecimentos de ensino, visando à garantia do atendimento ao ensino público primário
municipal, bem como dos órgãos responsáveis pela sua coordenação. Desse modoé possível afirmar que o PCB, de 1945-1964, de fato, exerceu um papel importante na história da construção do ensino público primário de Belém do Pará. A movimentação se deu a partir de orientações nacionais e da produção articulada, discutida e elaborada pelos comunistas paraenses, que se configurou em um projeto de educação. Tal projeto foi discutido com a sociedade belenense e serviu de base a criação de escolas e órgãos oficiais de ensino municipal - Diretoria de Ensino, em 1949e o Departamento de Ensino Municipal, em 1958. Leia o artigo completo aqui

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domingo, 15 de janeiro de 2012

Coréia: Resposta de Silvio Pedro Rodrigues e Alex Lombello Amaral para o camarada Mazzeo

Coréia: Resposta de Silvio Pedro Rodrigues e Alex Lombello Amaral para o camarada Mazzeo

O artigo do Mazzeo aliada à opção do PCB em não enviar uma nota em referencia ao falecimento do líder coreano Kim Jong Il e a grande discussão veiculada nas redes sociais de relacionamento a respeito do tema traz à baila a questão dos pontos de vista diferentes, que acabam se consolidando e virando correntes dentro do Partido.


Apesar de negarmos a existência das correntes internas no Partido, sabemos da existência de inúmeras tendências. Muitas delas conflitantes entre si. Marx afirma que o capitalismo, pelas suas características, traz em seu seio a semente de sua destruição. Acredito que isso também se deu com o marxismo expressado pelas tendências cristalizadas. O socialismo marxista, logo após a morte dos dois maiores expoentes dessa ideologia/filosofia, começou a cavar a sua "sepultura". Esse fato se deu em virtude de cada liderança que esposava o marxismo ter adaptado esta ideologia para o momento em que vivia, tornando-a mais eficaz de acordo com as especificidades táticas do momento, de acordo com as peculiaridades de cada sociedade onde se desenvolvia a luta. Isso aconteceu na URSS, com o leninismo; na China com o Maoismo; em Cuba, com o foquismo, etc. Além dessas interpretações peculiares do marxismo que acabaram sendo vitoriosas em seus países, existem outras que nunca conseguiram chegar ao Poder, tais como o trotskismo, luxemburguismo, etc. Levando-se em conta que cada adaptação utilizada foi fruto da crítica às outras correntes já existentes, de que foi uma tentativa de aperfeiçoamento do marxismo, muitas das correntes criadas, desgarradas, acabaram, se tornando uma antítese do marxismo. Principalmente porque as correntes sempre disputam entre sí o epíteto de descendente direta de Marx, ou de Lenin (a interpretação que melhor se adaptou ao seu tempo), e principalmente a hegemonia na classe operária, ou do “pensamento” de esquerda. Isso faz com que elas sejam concorrentes entre si. E mais que isso. Essas correntes se comportam como inimigas. Essas disputas são tão absurdas que chegaram a ir a campos de batalha em lados opostos, como aconteceu em Angola, com Jonas Savimbi (Unita) apoiado por China e o MPLA pelos soviéticos, ou mesmo na URSS, onde “trotskystas” e “stalinistas” fizeram praticamente uma guerra civil entre si.


Mesmo na atualidade encontramos dezenas, talvez centenas de correntes pretensamente marxistas concorrendo entre si, e facilitando e perpetuando o capitalismo. Mesmo dentro de um mesmo partido encontramos diversas correntes "marxistas" (luxemburguistas, stalinistas, trotsquistas, gramcinianos, lukacsistas, titistas, etc). Esse movimento correntista já estava presente entre os revolucionários ao tempo de Lenin. Entretanto aquele Camarada tratava os divisionistas-diversionistas com a dureza necessária. Por isso o Partido tinha uma atuação mais coesa. Após a morte de Lenin várias lideranças se assanharam para assumir seu posto. E cada uma dessas lideranças tinha formulas distintas para a aplicação do marxismo à sociedade. Como não aconteceu uma hegemonia avassaladora de uma corrente sobre as outras, se perpetuou o divisionismo, este mal acabou se perpetuando até a presente data. Isso trouxe indisfarçável prejuízo à classe trabalhadora que tem atuado dividida, ou mesmo perdido a confiança de que os marxistas são seus legítimos representantes, e adotado ideologias estranhas como guias de suas lutas.

Os representantes dessas correntes, como se fossem portadores de ideologias distintas, aprofundando as divisões e diferenças, acabam repassando aos seus liderados um marxismo interpretado à luz do que pensava os seus gurus ou tentando isolar seus inimigos, como no presente caso. E essas interpretações são as mais díspares possíveis. Encontramos teóricos marxistas como Megnad Desai que entende que o socialismo só será possível depois do capitalismo esgotar suas potencialidades em todos os quadrantes do mundo, quer dizer, remete a revolução para as calendas gregas. E temos intérpretes trotsquistas e filo-trotiskistas que entendem que a revolução está na ordem do dia. Entre essas duas tendências existem outras que, por suas matrizes, valorizam mais o campesinato, o proletariado, os intelectuais, etc. Os “marxistas” se dividiram, se “especializaram”, e hoje atuam de formas diferentes e muitas vezes contraditórias. Esse diversionismo se deu porque seguidores de líderes, que interpretaram o marxismo adaptando à realidade objetiva, tentaram transplantar in totum as experiências – propostas formuladas – para a realidade brasileira, praticamente sem adequação.

Entre nós, PCB, existe ainda problemas históricos mal resolvidos, que ainda pesam fortemente sobre o Partido. O principal deles é necessário balanço histórico das experiências do socialismo real vivido no leste europeu. O Partido assumiu como verdadeiro o “relatório secreto” de Kruchev quando do XX Congresso do PCUS, e, conseqüentemente classificou o período entre o governo de Lenin e Kruchev comprometido com crimes, desmandos e ditadura. Logo após esse alinhamento ao “relatório secreto” já aconteceu entre nós os primeiros “rachas”. Apesar do PCB, nas Resoluções do XIV Congresso, assumir toda a história do movimento comunista, conforme Declaração Política do XIV Congresso: “Nascemos em 1922 e trazemos marcadas as cicatrizes da experiência histórica de nossa classe, com erros e acertos, vitórias e derrotas, tragédias e alegrias. É com esta legitimidade e com a responsabilidade daqueles que lutam pelo futuro que apresentamos nossas opiniões e propostas aos trabalhadores brasileiros” (Resoluções do XIV Congresso Nacional, pag 18). Mesmo assim ainda existem entre os militantes as resistências “naturais” a essa herança “maldita”, e ainda aqueles que admiram o período “proscrito” e o seu principal líder. Quem visitou a comunidade do Partido no Orkut sabe as batalhas “campais” que existiram ali entre “stalinistas” e “trotskystas”.

Esse esgarçamento ideológico, por óbvio, também se refletiu nas bases sociais de sustentação dos partidos comunistas. Com as constantes divisões, defecções, alienações, perseguições da direita e conseqüentes derrotas, as fileiras dos comunistas foram reduzidas drasticamente. Em proporção direta também foi reduzida a influencia dos comunistas na sociedade.

Por causa da crise por que passa a esquerda de uma forma geral, e a esquerda brasileira em especial, existe um grande descontentamento entre os militantes de esquerda, com uma grande procura de alternativas realmente revolucionárias. A esquerda institucional (PCdoB e PT, principalmente) ao se afundarem no institucionalismo, perderam o caráter reformista de esquerda e se afundam no oportunismo, na corrupção, no arrivismo. As organizações de extrema esquerda, dado o seu descompasso com a realidade, também não conseguem oferecer uma alternativa viável ao processo revolucionário brasileiro, não sendo compreendidas pelo povo. Em um quadro desses, o PCB, por sua história ímpar, e por estar se reconstruindo revolucionariamente deveria ser um desaguadouro “natural” dos egressos das outras várias organizações de esquerda que realmente anseiam por transformação radical da sociedade. E é inegável que existe uma corrente que traz ao PCB os militantes descontentes originários de outras organizações. Na maioria das vezes esses militantes nos procuram atraídos pela nossa fantástica história, pelos nossos heróis e também pela proposta racional apresentada nas resoluções do XIV Congresso.

Entretanto, o militante, ao conhecer mais o PCB, acaba se decepcionando e se afastando. Isso acontece principalmente porque o Partido, dadas as suas atuais limitações, o seu descompasso com a história, a sua falta de inserção nas massas, já não consegue se apresentar como alternativa viável de Poder Revolucionário. Como grande parte dos militantes buscam nas organizações políticas de esquerda uma espaço de luta pela conquista do Poder, da revolução, não conseguem ficar muito tempo na inatividade e decidem buscar outros rumos.

Essa paralisia existente no Partido, que o fez e faz perder espaços e militantes acontece principalmente pela falta de uma identidade precisa, uma feição característica, que possa marcar a Organização que emergiu daquela oriunda do Relatório “secreto” de Kruchev, que culminou com a diarréia de 1992 (criação do PPS).

O presente caso, Mazzeo, dirigente comunista, tratando do caso da morte do líder da Coréia do Norte, formulou crítica pejorativa ao stalinismo da mesma forma que fazem os capitalistas e trotskistas. Disse Mazzeo: “A cultura de saudar seus governantes como "seres celestiais" vem dessa tradição, não totalmente desarticulada. A própria revolução socialista não somente deixou de combater esse tradicionalismo subserviente aos poderosos, como corroborou em transformar a liderança do país, particularmente o dirigente Kim Il-Sug como o "pai celestial", a estrela gia (sic) ,etc.

O Stalinismo, a pressão imperialista acabaram corroborando para que essas distorções continuassem e fortalecessem os segmentos burocráticos mais empedernidos do partido. A dinastização do poder é uma deformação claramente burocrática. É um tipo de stalinismo de corte feudalizado ou asiatizado útil para fortalecer os setores da burocracia que hegemoniza o partido.

Essa opinião semi institucionalizada no PCB, muito parecida com as críticas formuladas pelas organizações ligadas principalmente à LIT-QI mostra uma clara divisão entre aqueles que ainda têm em Stalin uma referencia e aqueles que acham que o líder soviético, assim como seus admiradores, são figuras perniciosas ao movimento revolucionário e democrático mundial. As críticas do Mazzeo, um destacado membro do Comitê Central do PCB, aliada à falta de uma nota sobre o passamento do líder da Coréia do Norte, mostram uma posição mais sectária do que alguns trotskistas confessos. Por exemplo, as críticas produzidas pela Liga Bolchevique Internacionalista (LBI-QI) que além de publicar a opinião pública da organização, com críticas, afirmando: “A morte do dirigente stalinista foi saudada tanto pelo imperialismo como pelo amplo arco revisionista do trotskismo que comemoraram juntos o desaparecimento do "burocrata que esmagava o povo da Coreia do Norte". Pequenos grupos revisionistas que até pouco tempo fingiam serem defensistas agora se somaram descaradamente a LIT em sua cruzada "democrática" contra o Estado operário norte-coreano”. Se diferenciando dos quinta colunas a LBI se coloca na defensiva da Coréia do Norte, apesar das críticas: “ Os genuínos trotskistas da LBI e o povo norte-coreano que está de luto pelo morte de seu dirigente não tem nada a comemorar com o falecimento de Kim Jong Il, cujo regime, mesmo deformadamente, representa a ditadura do proletariado contra as investidas imperialistas lançadas desde a Coreia do Sul, responsável por defender ainda que de forma torpe as conquistas da revolução! Se a morte de Kin Jong il foi produto de um assassinato tramado pela ala restauracionista do PTC ainda mais se intensificará a pressão do imperialismo por uma "transição democrática" contrarrevolucionária, como almejam os revisionista do trotskismo não só na Coreia do Norte mas também em Cuba!”
Mazzeo, em vez de reconhecer o cerco militar, econômico e político vivido pela Coréia do Norte, em proposta parecida com aquelas feitas aos líbios pela esquerda pós-sionista, prefere “renovar e radicalizar” o socialismo: “No entanto, é bom que se diga, existe um núcleo socialista no Estado da República Popular Democrática, e é o que a mantém em pé, mesmo depois da crise econômica que se abateu sobre aquele país. É nessa força que apostamos, é em seu povo que tem consciência que sem o socialismo seria o aprofundamento da pobreza e a perda da autonomia e das conquistas realizadas pelo socialismo.

Há que se avançar, há que se renovar e radicalizar a democracia socialista na Coréia do Norte, temos esperança naquele povo heroico ... tenho certeza que o socialismo vencerá!”

O artigo do líder comunista em referencia, além de não acrescentar nada de positivo em relação à Coréia do Norte, representa a opinião de um grupo antistalinista, que de uma forma sub-liminar vem influenciando o Partido, e que deve ser debatida pelos militantes do PCB, e combatida por aqueles que defendem que o período em que Stalin esteve à frente da URSS e ainda os admiradores daquele líder merecem respeito. Se nos mantivermos calados estaremos concordando não só com o isolamento do Partido, nos termos acima expostos, mas também estaremos dando azo à continuidade desse macartismo antistalista. Se nossos problemas já não nos deixa militar a contento, como prova temos a nossa pouca influencia, vamos nos debruçar sobre eles e dar a solução mais viável.

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domingo, 5 de junho de 2011

PROTESTO DE INTELECTUAIS REVOLUCIONÁRIOS CONTRA A PRISAO NA VENEZUELA E ENTREGA AO GOVERNO COLOMBIANO DO COMANDANTE DAS FARC JULIÁN CONRADO

A prisão na Venezuela, com a colaboração da inteligência militar colombiana, do comandante Julián Conrado das FARC e a decisão do governo de Hugo Chavez Frias de entregar aquele destacado revolucionário ao governo neofascista de Juan Manuel Santos foi recebida a nível mundial com surpresa e indignação.

Os argumentos citados pelo governo venezuelano para justificar a medida (pedido da Interpol, acordos com Bogotá, etc, são inaceitáveis e mesmo ridículos). É chocante invocar a luta contra o terrorismo no âmbito de uma parceria com um governo narcotraficante como o de JMSantos, que pratica o terrorismo de estado como estratégia de poder. Com uma agravante: durante anos, o Presidente Hugo Chavez apelou para o reconhecimento das FARC como força revolucionaria beligerante. A nossa preocupação e indignação é tanto maior quanto o governo de Bogotá, segundo as agências noticiosas, estaria já estudando a possibilidade de atender a um eventual pedido de extradição do comandante Julián Conrado para os Estados Unidos.

Temos presente que a atitude assumida pela Venezuela se insere na continuidade de uma cooperação espúria com a polícia colombiana que se traduziu recentemente na entrega a Juan Manuel Santos do jornalista sueco Joaquin Perez Becerra, diretor da agencia ANNCOL, e de destacados combatentes das FARC.

Na esperança de que as autoridades venezuelanas libertem imediata e incondicionalmente o comandante Julián Conrado, os abaixo assinados – solidários com a Revolução Bolivariana- sublinham que as opções democráticas e progressistas do governo de Hugo Chavez são incompatíveis com o gesto que motiva o nosso protesto veemente.

Anita Leocádia Prestes – professora universitária, Brasil

Angeles Maestro, médica, dirigente partidária, Espanha

Annie Lacroix Riz, historiadora, França

Carlos Aznarez, jornalista, Argentina

Daniel Antonini, dirigente partidário, França

Domenico Losurdo, filósofo e professor universitário, Itália

Edmilson Costa, professor universitário e dirigente partidário, Brasil

Filipe Diniz, arquiteto, Portugal

Francisco Melo, editor, Portugal

George Gastaud, filósofo e dirigente politico, França

George Hage, ex deputado, França

Henri Alleg, escritor, França

Istvan Meszaros, filósofo e professor universitário, Reino Unido-Hungria

Ivan Pinheiro, advogado e dirigente político, Brasil

James Petras , sociólogo, professor universitário, EUA

Jean Salem, historiador, professor universitário, França

John Catalinotto, escritor e dirigente partidário, EUA

Jorge Figueiredo, economista, editor de resistir.info, Portugal

Jose Paulo Gascao, editor de odiario.info, Portugal

Jose Paulo Netto, professor universitário, Brasil

Leyla Ghanem, antropóloga e dirigente política, Líbano

Luciano Alzaga, jornalista, Argentina

Marina Minicuci, jornalista, Itália

Mauro Iasi, professor universitário e dirigente partidário, Brasil

Miguel Urbano Rodrigues, escritor, Portugal

Pavel Blanco Cabrera, dirigente politico, México

Pierre Pranchere, ex deputado, combatente da Resistência, França

Virginia Fontes, historiadora e professora universitária, Brasil

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DERROTAR DILMA NAS RUAS

José Arbex Jr

Exatamente como aconteceu no dia 3 de outubro, 36 milhões de eleitores (número equivalente 27% do universo de 136 milhões de brasileiros qualificados para votar) preferiram não depositar o seu voto em qualquer candidato à presidência. Esse é, de longe, o dado mais significativo de segundo turno das eleições: 4,7 milhões anularam o voto, 2,5 milhões votaram em branco e 29 milhões se abstiveram. Dilma Rousseff foi eleita, portanto com apenas 41% do total de votos possíveis, ao passo que José Serra obteve 32% (isto é, ficou míseros 5 pontos percentuais acima dos votos não válidos e das abstenções).

Para um país onde o voto é obrigatório, os resultados revelam, no mínimo, que boa parte de população não deposita qualquer confiança ou entusiasmo nos dois candidatos. Os votos em Dilma tampouco demonstraram uma suposta força de “esquerda a direita” como alardeiam supostas lideranças da mais suposta ainda “esquerda”, já que boa parte dos votos foi carreada pela máquina coronelista do PMDB, com a preciosa ajuda de tradicionais esquerdistas do quilate de José Sarney e Michel Temer, e outra parte, ainda foi depositada pelo subproletariado cooptado pela distribuição das migalhas oriundas do assistencialismo estatal. Os votos em Dilma não refletem sequer o apoio do Partido dos Trabalhadores à sua candidatura. Dilma foi a “candidata do lula”, não do PT a presidência do país. Ela filiou—se ao PT apenas em 2001, não tem base partidária e foi guindada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à chefia da casa civil após a queda de José Dirceu, em 2005, em detrimento da opção por petistas “históricos”. Da mesma forma, Lula acertou “pelo alto” um acordo com o PMDB, assegurando-lhe o cargo de vice de Dilma (Michel Temer) e o apoio do PT à candidatura aos governos do Maranhão (Roseana Sarney) e Minas Gerais (Hélio Costa).

Os conflitos provocados no PT por essas medidas foram públicos, assim como as defecções que o partido sofreu a partir de 2003, incluindo a de petistas “emblemáticos” como Heloísa Helena, Marina Silva e Ivan Valente, entre outros. A capacidade de Lula impor a sua vontade ai PT decorre de uma combinação de múltiplus fatores: alianças internas entre grupos que formam a “máquina” do partido, controladas diretamente por ele; uma política de cooptação de militantes guinados a cargos públicos bem remunerados e o mais importante: o fortalecimento do “lulismo” descolado do PT.

O “lulismo” – do qual Dilma tornou-se imagem refratada – é, provavelmente, o fenômeno político e social mais importante e nefasto do cenário conjuntural brasileiro contemporâneo. Começou a adquirir uma forma nítida e concreta a partir de 1998, quando Lula, antes identificado com as grande greves do ABC, passou a se apresentar como “lulinha paz e amor” e a cortejar o voto do subproletariado – constituído por trabalhadores informais, sem carteira assinada, dispostos a aceitar salários miseráveis e condições indignas de trabalho -, com um discurso assistencialista (centrando no programa Fome Zero), ao mesmo tempo em que acenava para os banqueiros a disposição de aceitar as regras do jogo financeiro, compromisso consagrado pela “carta aos Brasileiros”,em 2002.

Em sua primeira gestão, Lula criou uma série de programas sociais destinados a atrair o subproletariado. No final de 2003, lançou o Programa Bolsa Familia (PBF), que hoje atende a 12 milhões de lares. Entre os milhões daqueles que votaram em Lula pela primeira vez em 2006, e os que elegeram Dilma agora, a maioria era composta por nordestinos de renda baixa, o público alvo por excelência do PBF. Combinado com o PBF, Lula manteve o controle da inflação, garantiu um aumento menor do preço da cesta básica nas regiões mais pobres, assegurou um ganho real de 25% no salário mínimo, criou o “crédito consignado” e outras medidas destinadas a expandir o financiamento popular. Além disso, lançou uma série de programas que beneficiam setores tradicionalmente marginalizados, como o Luz para Todos (de eletrificação rural).

Se a “distribuição real de renda” é cantada em verso e prosa pela “esquerda” lulista como “prova” de que seu governo tem “uma lado progressista”, a contrapartida é o fato de que Lula passou a governar com o apoio direto do capital financeiro, cujos lucros, sem precedentes na história do país, somam dezenas de vezes o total dos investimentos em programas sociais. A contrapartida é o apaziguamento de uma ampla camada conservadora da classe média que quer a “ordem” e a estabilidade, e o amor do subproletario, que vê no presidente um “igual” que “chegou lá” e está “ajeitando as coisas” para os mais pobres. Seu governo incorporou plenamente a noção conservadora que dispensa a organização da classe trabalhadora, pois um Messias conduz as reformas.

Mas para fazer isso Lula teve que “congelar”- principalmente, por meio da cooptação – os movimentos sociais, as principais lideranças sindicais do país e “rifar” o seu próprio partido, o PT, que hoje existe apenas como sombra do poder pessoal de um presidente que se coloca acima de todos os partidos. O “lulismo” significou, portanto, o abandono dos perspectivas de esquerda que estiveram na base da fundação do PT, as quais pressupunham uma elevação da consciência de classe por meio da luta política. Houve , ao contrario, um rebaixamento da consciência. Por essa razão é que o escândalo do “mensalão”, em 2005, não impediu a reeleição de Lula: ele tinha o apoio de uma camada da sociedade que não lê jornais e que não se sentiu afetada. Por esse mesmo motivo, não teve repercussões mais desastrosas as revelações. Às vésperas do primeiro turno de 2010, das maracutaias envolvendo Erenice Guerra, amiga intima de Dilma e sua substituta na casa civil.

O governo Dilma – o Lula do mundo bizarro – será, necessariamente, muito pior e mais caótico. Lula, ao menos, tem brilho próprio, controla a máquina petista e coloca-se acima da disputa entre as várias facções dos grupos burgueses (negocia, costura acordos e concilia com todos eles, e ainda faz a ponte com o senhores do Império). Dilma Roussef não é nada disso. Ela deve sua eleição a Lula, sem ter o seu carisma nem base organizada para sustentar o seu governo. Começa como refém do PMDB no congresso e comprometida até o pescoço com um programa de governo que significa a manutenção da total subordinação ao capital financeiro.

A única perspectiva real que sobre à esquerda brasileira é romper com a paralisia que a marcou durante os oito anos de Lula e passar à oposição ativa, mais ou menos como propunha a fórmula lançada pelo comitê central do PCB, logo após o primeiro turno: “Derrotar Serra nas urnas e depois Dilma nas ruas.” A primeira parte já se cumpriu.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

A intentona golpista não passou, porque com povo encontrou

E os camaradas do PSOL ainda acham que não foi golpe!! Acorda PSOL!
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Equador

O Comitê Central da Juventude Comunista do Equador rechaça, de maneira firme e categórica, os trágicos fatos ocorridos em nossa pátria em 30/09. Iniciando sob a forma de uma suposta manifestação reivindicatória das tropas policiais, contrários aos cortes das bonificações sociais em seus salários, o evento terminou como uma clara tentativa de golpe de Estado, buscando destituir o Presidente da República Rafael Correa. Hoje, sabe-se que, dias atrás, circularam nos quartéis alguns pasquins que conclamavam os membros policiais e das forças armadas a levantarem-se contra o governo. Receberiam respaldo das oposição legislativa e da direita política equatoriana.

Assim, denunciamos ao povo e ao mundo que o verdadeiro orquestrador do acontecido ontem é o imperialismo. Há décadas o imperialismo vem penetrando nas forças policiais, através de organismos como a USAID e Projusticia, sob a alardeada máscara de “assistência técnica”. Inclusive, essa informação foi denunciada recentemente pelo Presidente Correa, na ocasião do bombardeio em Angostura por parte das forças militares colombianas. O imperialismo não perdoa.

Temos como exemplos o ocorrido na base de Manta e as constantes conspirações para deter o processo de transformações no Equador. Deploramos o falecimento das cinco pessoas (até o momento) e os mais de duzentos feridos nos graves acontecimentos de ontem. Deploramos os atos de saque ocorridos no porto principal. Não são outra coisa que as consequências da crise estrutural do capitalismo, que alcança, inclusive, a esfera dos valores.

No entanto, felicitamos o povo equatoriano. Uma vez mais demonstrou sua tradição de luta, seu desprezo às ditaduras e sua ânsia de avançar ao futuro de soberania plena, democracia autêntica e vida digna, materializadas numa sociedade de novo tipo. Felicitamos também a militância da Juventude Comunista. Foram os primeiros a se mobilizarem e defenderem o processo de transformações políticas que vive o Equador.

Com a mesma firmeza, conclamamos o povo equatoriano e as forças progressistas do mundo a estarem alertas frente às tramóias que fazem com nosso povo. É preciso retirar as melhores lições da jornada do 30 de setembro, permitindo dar um salto de qualidade e conteúdo ao processo equatoriano.

Fraternalmente: Comitê Central da Juventude Comunistas do Equador

Guayaquil, 1º de outubro de 2010.

http://jcecuador.org/noticia7.html

Tradução: Maria Fernanda M Scelza

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

MANIFESTO DO PCB/Pa EM APOIO A CANDIDATURA DO CAMARADA EDMILSON

COMITÊ REGIONAL
MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB/Pa EM APOIO À CANDIDATURA DO CAMARADA
EDMILSON RODRIGUES A DEPUTADO ESTADUAL – 50123 NA ELEIÇÃO DE 2010

Camarada Edmilson Rodrigues:

É de conhecimento de todos e todas a sua luta por uma sociedade justa, igualitária e socialista neste Estado, nessa linha de pensamento, temos vários motivos para justificar o nosso apóia ao camarada, mas, principalmente pela sua coerência em acreditar e fortalecer a luta socialista neste Estado, é que garante o nosso apoio.
Quando Sindicalista, Deputado Estadual, Prefeito de Belém ou simplesmente cidadão sempre manteve a coerência de luta e apoio aos movimentos sociais e sindicais, isso é seu principal diferencial dos demais políticos desse Estado. Tal atributo será de grande relevância dentro de uma casa que tem pouca ou quase inexistente representação popular. É nesse atual momento, bastante delicado para as lutas dos movimentos sociais, principalmente do campo, onde o avanço da impunidade só avança, junto com a indiferença ou permissão do estado, é importantíssima uma candidatura que tenha compromisso com esses setores oprimidos e excluídos da sociedade paraense.
Ter o camarada como provável Deputado Estadual é muito importante, pois, poderá ser um articulador fundamental nesse Estado para determinados setores organizados e excluídos em nosso Estado para o avanço de uma sociedade, justa, igualitária e socialista.

Portanto, e com esse pensamento que o partido comunista do Pará vem publicamente manifestar o seu apoio a candidatura a Deputado Estadual, Edmilson Rodrigues (50123).

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NÃO VOTE INÚTIL. TOME PARTIDO NO PRIMEIRO TURNO. PCB 21

NÃO VOTE INÚTIL.

TOME PARTIDO NO PRIMEIRO TURNO.

ESCOLHA A MELHOR ALTERNATIVA DE ESQUERDA E NÃO O CAPITALISMO “MENOS RUIM”.

Nos últimos anos, os processos eleitorais caracterizam-se pela completa despolitização e o debate ideológico se apresenta como se só houvesse um projeto para a humanidade, o da burguesia. Cada vez mais as campanhas dos partidos da ordem baseiam-se em grandes produções midiáticas, em que buscam vender candidatos que melhor se apresentam para gerenciar a máquina pública em favor dos interesses capitalistas.

Nas eleições deste ano o quadro não é diferente. Em vários aspectos, há uma americanização da disputa eleitoral: a mercantilização crescente do processo leva à falsa polarização entre duas coligações representantes da ordem burguesa. As classes dominantes tentam impor ao povo brasileiro uma polarização artificial. Nenhum dos candidatos do sistema se propõe a enfrentar o grande poder dos bancos, das grandes empresas e do agronegócio. Mas o jogo midiático eleitoral os apresenta como adversários inconciliáveis. Para tanto, manipulam a opinião pública e excluem os partidos de esquerda nos grandes jornais e sobretudo nos espaços e debates na televisão.

Nesta conjuntura, torna-se fora de propósito a defesa do chamado “voto útil”, mais ainda em se tratando de uma eleição em dois turnos, que cria a oportunidade, no primeiro turno, do voto ideológico, do voto em quem se acredita de verdade, do voto no melhor candidato e não no “menos ruim”. A justificativa do voto útil não tem o menor sentido, menos ainda quando as pesquisas eleitorais apontam para a possível solução da disputa já no primeiro turno.

Agora, portanto, é hora do voto consciente. O voto da identidade da esquerda. O voto pelas transformações sociais. O voto para a construção de um futuro socialista em nosso país.

A esquerda não pode votar rebaixada neste primeiro turno. Em nome de nosso próprio futuro, é necessário reafirmar a identidade da esquerda e demonstrar o inconformismo com o capitalismo e a ordem burguesa.

Não se pode esquecer que nosso país se transformou no paraíso dos banqueiros e dos grandes capitalistas. Se o governo FHC implantou o neoliberalismo e alienou o patrimônio público, nunca esses setores lucraram tanto como no governo Lula, que aprofundou a reforma da previdência, implantou as PPPs, aprovou as novas leis das S/A e de falências, para favorecer o grande capital; que financiou o grande capital monopolista e o agronegócio, com juros baratos e dinheiro público; o mesmo governo que inviabilizou a reforma agrária tão prometida no passado.

Se as pesquisas estiverem corretas, serão mais quatro anos de governo para os ricos, com apenas mais algumas migalhas para os pobres e desta vez com Michel Temer de Vice e o PMDB com uma força inaudita.

Por isso, a esquerda tem a responsabilidade de reafirmar seu compromisso com as transformações sociais e a causa socialista.

Nesse sentido, o PCB, reconstruído revolucionariamente, por suas propostas, sua história, sua participação nas lutas sociais e seu internacionalismo militante, se apresenta com autoridade política para cumprir o papel de estuário do voto ideológico da esquerda que não se rendeu, do voto que pensa na frente de esquerda para além das eleições.

É o voto pela revolução socialista e em defesa das lutas dos trabalhadores no Brasil e em todo o mundo. O voto de repúdio à ação do imperialismo no planeta, de apoio aos povos e governos responsáveis pelas transformações sociais na América Latina, de solidariedade incondicional a Cuba Socialista, de apoio militante ao Estado Palestino.

Com sua coerência e firmeza, sem concessão na sua linha política em troca do voto, o PCB se credencia para contribuir na construção da Frente Anticapitalista e Anti-imperialista, a frente política e social que irá liderar o processo de transformações revolucionárias em nosso país.

Por entender que não está sozinho neste caminho, o PCB também compreende a importância do fortalecimento dos demais partidos da verdadeira esquerda nestas eleições. O voto na esquerda é fundamental para que se possa construir na prática o grande movimento político e social que irá desencadear o processo de mudanças no Brasil.

Não deixe que a direita escolha a “esquerda” por você. Escolha você mesmo. Resista à tentativa de esmagamento da verdadeira esquerda. Não vote inútil. Não escolha a forma de gestão do capitalismo. Vote útil, no socialismo.

Quem sabe faz agora, não espera acontecer.

Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2010.

Comissão Política Nacional – Comitê Central do PCB

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domingo, 1 de agosto de 2010

CONSTRUIR O PODER POPULAR - AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO

Nota da comissão política do PCB
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O PCB apresenta sua candidatura à Presidência da República. Na campanha, apresentaremos propostas e caminhos de luta para a superação dos graves problemas que afligem a grande maioria da população. Muito mais que pedir votos, contribuiremos para os trabalhadores brasileiros fazerem uma reflexão sobre seu futuro e o futuro do país.

A crise econômica internacional revela a face real e crua do capitalismo. Ela desvendou o caráter de classe do sistema: enquanto os governos da burguesia injetaram trilhões de dólares para salvar os banqueiros e a elite parasitária, os trabalhadores estão perdendo seus empregos, direitos e salários. Mais e mais homens, mulheres e crianças passam a viver na miséria absoluta.

A continuidade do capitalismo é uma ameaça à própria vida, à natureza e à espécie humana. Este sistema está completamente falido; mas não cairá de podre, se os trabalhadores não o derrotarem. Fará de tudo para aprofundar a exploração e atacar mais os sindicatos e as organizações populares. De tudo farão para explorar as reservas de recursos naturais e a biodiversidade do planeta. 

 Mesmo ferido pela crise, o sistema imperialista afia suas garras para manter essa ordem envelhecida e desumana. Promove a guerra contra povos inteiros, como no Iraque e no Afeganistão, arma Israel para apoiar sua política genocida e a expulsão dos palestinos de suas terras, realiza provocações e campanhas permanentes contra os povos que decidem resistir aos seus interesses. Na América Latina, promove golpe militar em Honduras, mantém o embargo criminoso contra Cuba e reativa a IV Frota para ameaçar os povos e garantir o controle sobre as riquezas naturais da região. Bases militares são criadas em vários países para cercar os governos progressistas, principalmente da Venezuela.

         O Brasil tem realizado ações no plano internacional que demonstram alguma autonomia e mesmo algum grau de conflito em relação aos interesses dos Estados Unidos e seus aliados. Mas é clara a vinculação da política externa brasileira aos interesses do capital, tanto no que diz respeito às empresas brasileiras, que participam de obras e empreendimentos por toda a América Latina, quanto às empresas estrangeiras que atuam no território brasileiro.

st DiDo projeto burguês de inserção do Brasil, como potência, ao capitalismo internacional faz parte a estratégia brasileira de integração regional: se a proposta da ALCA (projeto agressivo do imperialismo para impor a dependência econômica e política às nações do continente) foi enterrada com ajuda do Brasil, não há interesse da parte do governo brasileiro em fortalecer a ALBA, integração soberana e anti-imperialista da América Latina, liderada por Cuba, Venezuela e Bolívia. E as forças militares brasileiras são mantidas no Haiti, a pedido dos EUA, para manter o domínio sobre aquele povo.

A política econômica de Lula é semelhante à política de FHC, adaptada ao atual quadro internacional. O Brasil se transformou no paraíso do grande capital. Enquanto banqueiros e grandes capitalistas enchem as burras de dinheiro, o governo deixa de realizar a reforma agrária, leiloa nossas reservas de petróleo, se omite diante da criminalização dos movimentos populares e da privatização da saúde e da educação.

A miséria e as precárias condições de vida que afligem a maioria da população brasileira têm uma causa central: o sistema capitalista, mantido pela dominação da classe proprietária dos meios de produção sobre o conjunto da classe trabalhadora. No Brasil, construiu-se um capitalismo desenvolvido, com relações sociais burguesas plenamente consolidadas.

Nesse quadro, somente uma grande frente anticapitalista e anti-imperialista - envolvendo organizações políticas, movimentos populares e setores progressistas da sociedade - será capaz de organizar e mobilizar os trabalhadores, não apenas para as eleições, como é praxe nos partidos burgueses e reformistas, mas principalmente para lutar pelas transformações sociais, econômicas e políticas necessárias para a superação do capitalismo.

A disputa entre as maiores coligações partidárias nestas eleições é apenas superficial, pois não coloca em jogo a natureza do Estado brasileiro, vinculado aos interesses do grande capital financeiro e industrial. O PCB rejeita a falsa polarização imposta pelos meios de comunicação, que querem transformar essas eleições em mera escolha de quem será o melhor gerente para o capitalismo brasileiro e tentar afastar a população de uma alternativa popular para o Brasil.

O PCB está lançando uma campanha política, não apenas uma campanha eleitoral. Será uma CAMPANHA MOVIMENTO, uma CAMPANHA MANIFESTO, em que não apresentaremos propostas para humanizar e moralizar o capitalismo, que é intrinsecamente desumano e corrupto. Denunciaremos a farsa da democracia burguesa. Deixaremos claro que nossas propostas somente poderão se tornar realidade com o apoio, a mobilização e a organização dos trabalhadores, reunidos em uma ampla Frente Anticapitalista e Anti-imperialista.  

O PCB vai qualificar o debate, colocar o dedo na ferida. Apresentamos aqui os eixos políticos do nosso PROGRAMA ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA PARA O BRASIL, para serem aprofundados durante e depois da campanha eleitoral.

1. DEMOCRACIA DIRETA: O PODER POPULAR
-Construção do Poder Popular, para desenvolver a democracia direta e fortalecer a organização do povo.
-Plebiscitos e referendos sobre temas de interesse nacional; ampliação do direito de iniciativa legislativa popular.
-Congresso Nacional unicameral, com extinção do Senado.
-Reforma política, com financiamento público das campanhas; voto em lista; liberdade de organização partidária.
-Abertura dos arquivos da ditadura e criação de uma Comissão de Verdade; revogação da anistia aos torturadores.
-Democratização e controle social dos meios de comunicação.

2. MUDANÇA RADICAL NA POLÍTICA ECONÔMICA E NO PAPEL DO ESTADO
-Estatização e controle público das empresas estratégicas e das instituições financeiras.
-Estado forte e eficiente, sob controle e a serviço dos trabalhadores.
-Planejamento econômico estatal, com participação dos trabalhadores.
-Produção em larga escala de produtos essenciais à vida, a preço de custo.
-Incentivo à pesquisa para desenvolvimento social com qualidade de vida.
-Reforma urbana; democratização do uso do solo e redução das desigualdades sociais.
-Reforma agrária; prioridade à agricultura familiar e cooperativas, em detrimento do agronegócio; produção de alimentos para o mercado interno.
-Ruptura com a política do FMI; suspensão do pagamento das dívidas interna e externa;
-Fim da autonomia do Banco Central; recriação e fortalecimento dos bancos públicos estaduais e regionais.
-Taxação dos lucros das grandes empresas, do sistema financeiro e das grandes fortunas; isenção de imposto de renda sobre salários.
-Monopólio estatal do petróleo, com a reestatização plena da Petrobrás; extinção da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e anulação dos contratos de risco e leilões.
-Utilização dos lucros com a exploração do petróleo vinculada ao enfrentamento dos problemas sociais.
-Gerência dos recursos do pré-sal pela Petrobrás, garantida sua distribuição aos Estados na proporção inversa do IDH.
-Reestatização da Vale do Rio Doce e de todas as empresas estatais estratégicas privatizadas.

3. MAIS E MELHORES DIREITOS
-Garantia de emprego e recuperação do poder de compra dos salários.
-Redução da jornada de trabalho sem redução salarial; fim do banco de horas e elevada taxação das horas extras.
-Elevação imediata do salário mínimo.
-Previdência social universal; fim do fator previdenciário; aumento real dos proventos e pensões.
-Universalização, através de progressiva estatização, do acesso à educação e à saúde; qualificação e melhor remuneração dos servidores públicos.
-Erradicação do analfabetismo.
-Reforma do sistema judiciário, com acesso universal à assistência jurídica.
-Contra a mercantilização da arte, da produção intelectual e do conhecimento; liberdade de produção artística e intelectual.
-Legalização do aborto; assistência à gestação, ao parto, ao pós-parto e ao desenvolvimento pleno da criança.
-Direito à moradia, com financiamento público de habitações populares; universalização do saneamento básico.
-Estatização e planejamento integrado dos transportes, com expansão da rede metroviária, ferroviária e aquaviária.

4. FIM DA DESTRUIÇÃO CAPITALISTA DO MEIO AMBIENTE
-Política sustentável de meio ambiente; recuperação das áreas degradadas, proteção aos biomas; reordenação da produção para uso racional de energia e dos recursos naturais.
-Defesa das terras indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
-Suspensão imediata da construção da Usina de Belo Monte e revisão de todas as obras do PAC;
-Defesa da Amazônia e do Aquífero Guarani, em conjunto com os países vizinhos que compartilham estas riquezas naturais.
-Revitalização do Rio São Francisco como pré-requisito para a transposição de suas águas para as populações de regiões secas e não para o agronegócio.
-Produção de energia a partir de fontes renováveis e alternativas, como o biodiesel, energias eólica e solar.
-Tratamento estratégico para as reservas dos recursos minerais brasileiros, com ritmo de extração determinado pelas necessidades internas.

5. SOBERANIA E SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL
-Posição soberana e independente nas relações internacionais.
-Luta pela substituição da ONU por um novo organismo mundial, democrático e voltado para a superação das desigualdades em nível planetário e para a paz entre os povos.
-Política externa anti-imperialista, privilegiando relações de interesse recíproco com países periféricos e emergentes.
-Respeito à autodeterminação dos povos e a seu direito de resistência frente à opressão interna e à dominação estrangeira.
-Revogação do acordo militar Brasil/Estados Unidos e retirada das tropas brasileiras do Haiti, com sua substituição por médicos, engenheiros e professores.
-Luta pela retirada da IV Frota e das instalações militares norte-americanas da América Latina.
-Ingresso do Brasil na ALBA, integração solidária e soberana da América Latina.
-Solidariedade irrestrita à Revolução Socialista Cubana e aos processos de mudanças na Venezuela, Bolívia e outros países.
-Renegociação do acordo de Itaipu com o Paraguai e devolução de seu Arquivo Nacional.
-Reconhecimento das FARC como organização política insurgente; iniciativas para assegurar negociações de paz com justiça social na Colômbia.
-Rompimento do Tratado de Livre Comércio com Israel, baseado apenas em material bélico.
-Apoio à construção do Estado Palestino democrático, popular e laico, sobre o solo pátrio palestino.
-Reestruturação das Forças Armadas brasileiras e mobilização popular, para a defesa contra a agressividade imperialista.

PCB - Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
Agosto de 2010

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